terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Parecia-me tudo subtraído ao volume mais pequeno possível e concentrado nos teus olhos grandes e claros. Hoje aprendi que os olhos falam muito, mais do que a boca. Os olhos não sofrem o filtro da racionalização pelo qual passam as palavras. As palavras medem-se, os assuntos podem ser contornados ao ritmo do nosso interesse ou até das nossas emoções; mas os olhos estão nus. Estão sempre tão nus, que afirmei hoje a mim própria que é de facto impossível vesti-los e ainda bem; assim percebem-se coisas diferentes daquelas que as palavras nos dão a conhecer e está aí o segredo do mundo: percebamos que para perceber o que os olhos dos outros nos querem dizer, temos de saber transmitir coisas com os nossos. E quando te sentas à conversa com alguém que te olha nos olhos, sem medos, sem preocupações, só com dor e com angústias, entendes que devias parar de ter a mania que confrontas o olhar com quem quiseres porque és o maior, o melhor, o dono do mundo. Há quem te olhe de facto nos olhos. De facto entendes? Há quem se sente à tua frente e seja capaz de derrubar todos os preconceitos mesquinhos que tu e os que te rodeiam criaram acerca do que te envolve. Há quem tenha vivido na merda e consiga escrever três livros iguais ao que tu pensas que conseguirias escrever neste momento da tua vida e nem precisa de ser necessariamente mais velho do que tu. São outras perspectivas e hoje conheci uma petrificante. Desoladora. Que me deu vontade de chorar e confessar ao mundo inteiro que a partir de hoje vou ter uma posição diferente perante tudo. Perante os teus olhos, confesso também. Mudaste a minha vida e só te sentaste à conversa comigo num tom informal. E eu não tive nem medo, nem preconceito, nem ansiedade. E se agora descobrisse que estás aí dentro porque mataste a tua mãe, iria continuar a dizer a quem fosse que a prisão fez de ti um homem, diferente dos outros, especial. Porque os teus olhos disseram-me coisas que eu não sonhava que existissem. Porque senti tantas realidades duras nas tuas palavras mas desvaneci-as num instante quando li os teus olhos e eles me contaram que sentes as coisas como eu, que tens saudades e que te revoltas contra o sistema. O problema é que o teu sistema é de facto revoltante percebes? E o meu… é só inadequado ao meu tamanho egoísmo.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

google em dias pensativos

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domingo, 28 de novembro de 2010

Não estou bem. Não consigo parar de chorar e sinto-me mergulhada em dúvidas ate ao pescoço. Não sei o que se passa comigo, o que aconteceu ao meu namorado e porque é que de repente senti o mundo a esbarrar por baixo dos meus pés. Pus tudo em causa num segundo e chorei como se eu tivesse morrido. Não sei o que é isto nem sei se quero que passe, por incrível que pareça. Preciso de gritar, de chorar muito, de confessar coisas e de saber que há alguma coisa de verdadeiro na minha vida. Seja em que âmbito for.

Estou desesperada e preciso de ajuda, nem que seja um abraço teu mas tu não estás. Como? Como é que não estás se és o centro? Assim dispersa-se tudo num pequeno instante. E como é que não entendes isso?

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Entenda-me. Não o consigo tratar por tu; é uma questão de lógica mental: é mais velho, tem o discurso que o meu pai teria e adoptou o estilo de vida do resto do mundo. É um senhor, ponto, fim de frase.

Acho-o deliciosamente interessante e tinha de conhecer que personalidade estaria por trás daquele jogo escrito que confunde frequentemente cuecas usadas de mulher e personagens da bíblia. Percebe-me? O que faz um senhor no auge da sua vida pensar e questionar coisas com que eu, com dezassete anos, ocupo a minha cabeça?

É espantoso e ao mesmo tempo pouco interessante. Sou uma miúda e gosto de adrenalina, de homens com veias salientes nos braços e tatuagens nas costas. E para além de todos os argumentos, o melhor seria naoqueromandarumafodaconsigo. Quando crescer e apreciar outras particularidades da vida ligo-lhe e falamos sobre coisas. Porque o mais inacreditável é que pela primeira vez alguém que se senta à conversa comigo no Chico Lobo sabe quem é o Korrodi. E como se não bastasse, discute-o e aprecia o meu ponto de vista. Repara que ponho a perna esquerda sobre a cadeira. Se contasse à minha esfera íntima de pessoas que o faço não iriam acreditar.

Adoro pessoas especiais e quis conhecer mais uma. E assim vai ser para sempre, até eu desistir de iniciar frases com “E” porque é incorrecto. Sabe(m) quando isso vai acontecer? Nunca. Quero conhecer o sistema para poder jogar nele, já que lhe chamam de combate todos os dias. tu és uma pessoa especial, mas como não o consigo tratar por tu… ticked.

vocês são os primeiros responsáveis pela destruição da música

Vocês que papam toda essa diarreia musical que as rádios e as MTV’s vos dão 50 vezes por dia, até ficarem com esse odor insuportável dessa música de plástico que as editoras criaram para bestas como vocês. Vocês são capazes de engolir a música mais básica e vazia que existe e excitam-se todos com um refrãozinho de merda que foi feito bem à medida da vossa estupidez. Olha para os CDs que tu tens em casa. São exactamente os CDs dos artistas mais badalos; porque tu, nessa tua dramática limitação mental, ainda acreditas que a rádio e esses canais de música têm algum critério de qualidade. A tua ignorância dá-me pena. Tu és um bimbo programado por essa grande Comunicação Social responsável pela divulgação musical. A Comunicação Social que devia ter o papel de se afirmar independente e de promover a diversidade musical, é a mesma que está ao serviço dessas grandes Editoras e que dá sempre a mesma merda, sempre os mesmos aritstas, 50 vezes por dia. Porque eles acreditam que tu, nessa tua mente poluída, quadrada, obtusa, não és capaz de gostar de música diferente, não és capaz de gostar de boa música. Tu és muito estúpido…
Eu daqui quero saudar todos os verdadeiros músicos, que nunca comprometeram a integridade da sua música por causa de um cifrão. Também quero saudar todos aqueles que procuram boa música, que não se limitam a comprar esses artistas da moda como essas pitas desmamadas à procura de um sex-symble qualquer, desafinado, fantoche, descartável. Buda da fama fácil. (…)
Valete, Pela música

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O trânsito está regulamentado de forma minuciosa; o tempo entre os semáforos de um cruzamento está de acordo com o tempo que um certo número de carros tem de dispensar para passar aquela estrada. O sistema está de facto correctíssimo, quem dúvida?! Eu não, a sério que não; eu pelo menos não tenho uma ideia de como criar um paradigma neutro que sirva toda a gente. Mas é um sistema. Um, não importa qual nem como se traduz na prática.
Não sei se é de ser uma miúda mas eu tenho aquela tendência natural para andar sobre a linha. Kilometros a fio? Não, anos e anos a fio sobre a linha. Confesso que nunca experimentei um dos extremos para ver como é, nem se quer pensei em tomar uma posição: ou do lado de lá da linha, ou do lado de cá. De cá? Sim, do lado do sistema e das regras, das rotinas e do banal. Também não gosto o suficiente do lado de lá do sistema ao ponto de conseguir enfrentar as consequências que isso acarreta. Estou numa fase de dúvida permanente mas é da discussão que nasce a luz e não me importo quase nada de pensar sobre o que quero para entender o que devo. “Faz porque queres e sentes, não porque deves e tens”.

sábado, 20 de novembro de 2010

Berna, "Circo"

Bem-vindo ao Circo!
Acordei com o apetite em estique matinal, a primeira refeição é fundamental; tinha a cara num estado brutal. Eu logo disse que ontem ia correr mal… mas mesmo assim ainda abrimos três… garrafas daquele escocês. A rodar quatro picas de uma vez, aquele nevoeiro vejo agora o que me fez.
São… oito e meia da manhã; Berna, às nove tens de estar em Campanha. Ya, entrevista para o emprego! Se não soubesse para o que ia, acordava mais cedo.
Unga! Fui no meu Volvo de 50 lugares sentados, 70 de pé e 10 reservados para ressacados. A cota que resmunga pelo lugar da frente, o cota que o recusa – velho não se sente – através do meu passe social entro num circo chamado Portugal. Bem melhor que Cardinali, cada gravata pertence a um postal; eu saí no meu local em estilo pedonal mas espera aí… estamos longe do final(?)

Sê, bem-vindo ao circo; se não te ris, choras… choras de tão ridículo. Na fuga ao fisco eu não estou, comer marisco eu não vou; no meio disto, onde estou? Ninguém vai ver quem eu sou. (twice)

Mais um na fila a preencher a ficha, está feito – o resto é que me lixa. Saiu-me na rixa uma cena para lojista e eu sem gel nem crista; (...) bazei, não sei quem se fodeu mas prefiro uma fezada apesar de ser ateu. E a seguir eu, fui a pé até às Antas receber o meu/ contributo ao estado do ano passado. Passado duas horas lá fui chamado. Gastei mais do que recebi e no fim nestum – pensei, ainda em jejum, Portugal é como um pai! Só temos um (…)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Tenho de insistir no cliché e começar por explicar que é tarde e ando às voltas na cama; não, não é consciência pesada, sinceramente nem sei bem como é isso. Dormi a tarde toda e agora tenho ideias a mais na cabeça. Devemos focar-nos em sonhos e em formas de os concretizar ou deixar descontrair os músculos e voar ao sabor do carpe diem?
Sonhos, por enquanto tenho poucos mas ainda tinha menos saudades destas insónias. Destas paranóias de e se tudo não corre de feição. E se não há mesmo nada depois disto? Se as coisas passam devemos saber usar os sentidos e desfrutá-las a cada segundo. A cada passo. Passo? Para onde? Pensar destrói-me, desmembra-me.
Dei por mim a chegar a casa e a pedir licença para tirar o casaco. Para quem? Pois para ninguém porque estava de facto, sozinha. A minha gata não retorquiu e por isso presumo que também não me conteste. Se eu fosse animal e soubesse que sei pensar, provavelmente diria algo desconcertante ao meu dono que pede licença para tirar um casaco na sua própria casa e sem ninguém no mesmo espaço. Mas eu tenho a certeza que sou diferente. Imagino muito, crio pessoas, historias e mundos. Coisas que quero ser e que quero esquecer que já fui. Quero mostrar que cresci, que mudou tudo.
Tudo menos o meu tema central. Isso não se esquece assim, nem nos pergunta se queremos que fique. Talvez daí o meu medo subsequente se fazer valer o que digo e o que faço e talvez daí o pedir licença a ninguém se posso tirar o meu casaco. É importante saber que nos contemplam e que ficamos marcados por qualquer e nenhuma razão. Não somos nada a mais nem fomos sequelas de algum desenvolvimento anormal da Natureza; é provavelmente disso que decorre a necessidade de afirmação, que o extremo categoriza de ambição quando entra no seu campo mais complexo. Os extremos são como as paixões, deixam-nos cegos e desmedidos, mal calculados e mal calculadores; fazem-nos esquecer que somos um e passamos a ser o que ele pretende, sem olhar a causas, a consequências.
Mas que medo tem este mundo das consequências? Depois disto pode já não haver nada; e se houver, quem nos vai perguntar se fugimos da norma noutra vida? Acho que o sono é uma pseudo-experiencia do paranormal que nos espera.
Conseguia continuar neste rol de problemas originados por problemas o resto da noite. Da semana. Do mês. Do ano. Da minha vida. Eu não acho que seja especial, acho-me atenta e como em tudo há que decidir se queremos fugir ao que queremos ou enfrentar as consequências do que escolhemos para nós. E eu escolhi isto para mim… Só não sei lidar com derrotas. Mas já sei bem o que são consequências.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

há qualquer coisa em mim que me faz adorar ser o amor da vida de alguém

"Tu linda donzela, mulher de perdição. "

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

strange track

Tava a dar numa de estranho. Bites psicadélicos, metáforas irrisórias. Coisas sem nexo mas com emoção, com atrofio, com discussão. Com vontade de falar sobre o que tenho e sobre o que me vou esforçar para manter; já acho que depois posso continuar a falar eu sobre o que quero e que vou trabalhar para conseguir. Ter visão panorâmica chega a ser desastroso. Começa a ser um vicio. Uma vontade inata, descontrolada, irrisória. Estou-me a repetir? Melhor, estou a repetir a palavra irrisório duas vezes num parágrafo? Algo se passa com os continentes lá fora, as coisas mudaram mas também vão estancando, há sensações que não se descrevem e que não se inserem de forma nenhuma nesses padrões numéricos das estatísticas.
A dinâmica é uma das particularidades que mais aprecio na Natureza. Soa-me inacreditável mas familiar. Soa-me ao que o homem quer um dia vir a ser, perfeito. Lembra-me do Darwin e da Teoria das Espécies e da estatuição de que o Homem é o todo-poderoso mais complexo e mais audaz que os restantes. E porque não existem leis da Natureza que os homens ainda não saibam que existem? Pensar destrói. Mas é o meu vicio. A minha fraqueza.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

m&m's

"é brutal falar, ouvir, pensar sobre o quão é bom escutar, sentir... viver"

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

hello, my name is val





sexta-feira, 29 de outubro de 2010

"à minha irmã todos os dias ponho sonhos no bolso, digo-lhe que a terra é um trampolim, as nuvens de algodão doce. E assim vou mantendo a inocência de uma criança curiosa que debaixo de céu cinzento preserva sonhos cor-de-rosa"

sábado, 23 de outubro de 2010

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

http://www.banksy.co.uk/outdoors/outuk/horizontal_1.htm

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

dhe ju gjithashtu

domingo, 17 de outubro de 2010

um bocado de sentimentalismo procura-se; ofereço racionalidade para troca

Quero ser uma mulher sucedida mas sou uma miúda e não consigo, para além de pensar a longo prazo, concretizar situações para ver concretizadas aspirações. Não consigo. Dizer não a algo já me soa terrível e ainda por cima, não consigo faz-me sentir ultrajada, ultrapassada, vencida. Não consigo conviver com a frustração, sublinhei demasiado a minha veia determinada e confesso que, por demasiadas vezes, não tive de me esforçar muito para me realizar. Foi surgindo ou então não fui pensando. Já não suporto mais ter de me interromper a mim própria e quero explicar o quão me sinto desesperada por não conseguir ser minha amiga; não há factos que me apoiem como exemplo do que vou sentido nos ínfimos da minha consciência mas quero arranjá-los à força. Preciso de os encontrar. Preciso de respostas, de explicações. De qualquer coisa palpável e suficientemente esclarecedora, que me ocupe o cérebro e, já que não consegue parar quieto, pelo menos que o distraia.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

"(...)mas o meu nariz faz o quatro para quem diz que estou empinado nisto; tirem prova e vejam que estou é empenhado nisto"

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

acho que tenho transtornos obcessivo-compulsivos

domingo, 10 de outubro de 2010

sexto sentido - estado: a limar arestas

Tive um feeling que ia adorar escrever. Não sei, mas ultimamente tive muitos. Feelings, é claro. Também deve ser fruto da minha cabeça a mudar a todo ritmo, pelo menos seria bom se fosse, tenho aquela necessidade estúpida dos pseudo-intelectuais de estimular a minha intercalação de ideias ao mais alto compasso. Também adoro música, parece incrível mas juro que tenho sempre uma banda sonora por trás do meu pensamento; quando voo alto demais («até me doerem os pulmões»), tenho duas consciências sequenciadas. Uma faz a análise global e pouco pormenorizada do geral e a outra desfragmenta-o em pequenos detalhes - é um olhar atento que agora me está a dar noção das horas a que escrevo.
Acho inacreditáveis as concepções de Freud mas sobretudo ainda mais incrível, a forma como mudaram o mundo. Portugal é um país de acho´s, de facto, e embora o meu seja apenas mais um, tenho aquela mania dos pseudointeligentes que não me deixa em paz e me destrói a cabeça. Agora estou a ouvir o Rui Veloso na minha segunda consciência apesar de não me soar nem indicada nem de bom senso para o caso.
Gosto de símbolos especiais das coisas; não gosto é da palavra «coisas». Quer dizer, gosto demais para a desgastar da forma parva com que toda a gente o faz. Aprecio imenso coisas pequeníssimas mas não me contento com pouco, digo sem medo de revelar o meu paradoxo porque é de facto verdade. Todos os álbuns do Sam the Man têm uma particularidade incrível: as suas iniciais querem escrever ESPECIAL - Entre(tanto); Sobre(tudo); Pratica(mente). O próximo vai ter de começar por E de novo e acho que lhe convém manter a regra dos parênteses. Não suporto que confundam aspas com parênteses, dá-me raiva.

(...)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

de facto

Descobri há uns tempos que não sou nada o tipo de mulher de me deitar com um homem só porque vai bem no embalo da música; também não soube durante muito tempo, sou sincera, mas acho que soube lidar bem com a inocência. Acatar regras é de facto saudável mas acho que não fui só eu a discordar disto durante umas épocas, embora tenha entendido também com esta metamorfose própria dos 17, que toda e qualquer dúvida é só o resultado de um crescimento apressado da sensibilização de neurónios também própria da adolescência. É tudo um ciclo será possível?
Na minha modesta e frágil opinião penso que me devia ser dado o previlégio de me sentar à conversa com algumas pessoas que de alguma maneira são especiais para mim; depois de explicar umas outras coisas de um outro campo semântico ao meu irmão, iria provavelmente implorar para conhecer alguns dos músicos, na literalidade máxima do termo - adoraria expor a minha ideia calma e tranquila de uma adolescente cheia de coisas na cabeça a uns tais senhores grandes, aqueles que mergulham as mãos em petróleo e fazem o mundo derramar «lágrimas de crude» [fim de citação]. Os ciclos são de facto algo importante, universal e necessário e quem tentar contornar ainda mais a questão que se sente também à conversa comigo; o mundo subsiste assente numa curva transversal que se rege pelos picos e pelas depressões geradas pela dinâmica do magma de uns vulcões. E acho que também tenho noção da inconsciência que cometo ao usar «uns» de forma tão leviana, mas tenho realmente em conta a ideia de que são qualquer coisa muito pouco definida. Todas as épocas prósperas tiveram o seu momento sequencial de crise, todas as cadeias alimentares tiveram e vão ter para sempre um início e um fim, todas as modas tiveram um retorno e todas as mulheres se deitam com um homem que já amaram muito em tempos.
Uma coisa que ainda não sei e que ninguém me está disposto a explicar, é quem é que inventa as palavras. Quem é que assina por baixo de uma proposta para uma palavra nova. Isso e onde é que está o cheque, o dito cujo, onde o Bill Gates dá metade da sua fortuna instituições de caridade. Que papel vale assim tanto dinheiro e tem tanto poder? Acho delicioso e de tal mistério que merece sem dúvida a minha curiosidade, se me conseguirem entender a ideia...
Eu já consigo entender ideias. Outras, diferentes da minha. Foi o primeiro e melhor fruto que tive da assimilação de regras e senti-o de tal forma recompensador que até já entendo o que implica desrespeitar outras (regras, pois claro).
O inevitável nesta história é o aniquilador de padrões,ciclos&rotinas que todos os miúdos de 17 anos têm a revestir-lhe a alma.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Tenho a música alto demais para se quer pensar no porquê disto tudo; tenho a cabeça cheia de coisas novas e fascinantes, parece mesmo que já estou num topo mais alto, uma coisa mais bem conseguida do que na realidade tenho. Acho também que isso são histórias de outros livros que não este, isto é se conseguir escrever a alguém a forma como isso me afecta um dia destes.
Também não troco a ordem das palavras, mas acho demasiadas vezes que as coisas podiam ter outros nomes, que a vida podia ser outra; mas acho isso tão difícil como a alteração da fisionomia dos automóveis. São factos que prefiro encarar assim, como inquestionáveis dentro de mim, mas completamente refutáveis e frágeis. Não porque me considere burra, porque nem o seria educado e já me ensinaram muitas vezes que apenas frontal, nunca mal-educada.
Mesmo que as coisas se desenrolem monstruosamente rápido nas nossas mentes, é importante que os outros não o percebam, e partir desse princípio pode ser mesmo tarefa árdua. Mas tudo o que se processou até agora no mesmo sentido não pode desejar este fim, com certeza. Então acho que me cabe a mim, que tenho uma vida pela frente e uma casa cheia de coisas raras e saudáveis, ensinar e ir deixando perceber o quão recompensador é experimentar as coisas por nós mesmos. O problema está em quem não sabe como o fazer, em quem pensa demasiado nas coisas que sente e que processa dentro de si do que nas verdadeiras coisas do mundo. Os médicos especializaram-se tanto que já não conseguem ter uma opinião geral sobre os problemas. Os filósofos têm um papel importantíssimo nestas áreas e parecem invisíveis. Talvez seja por falta de pontes entre os problemas que as pessoas não pensem no particular como parte integrante do geral, e queiram sempre com muita confiança coisas que nem sabem ao certo se vão poder ter ou conseguir. E não falo das materialices de hoje em dia, das casas na praia, dos cruzeiros no verão. Falo de experiencias sensíveis e quase milimetricamente impossíveis de se dar enquanto matéria, mas enormes, gigantes, arrebatadoras enquanto papel principal das nossas mentes e pior, dos nossos corações.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

surpreendentemente deixo muitas coisas que começo a meio; se não achar que vai ser digno de ser o melhor dentro do género, nem quero ver o final

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

os tchichos deram um TDM ao ad

terça-feira, 7 de setembro de 2010

ainda me lembro, "acredita, o amor é um gajo estranho"

terça-feira, 31 de agosto de 2010

I cant take my eyes of you

músicas de uma vida

sábado, 28 de agosto de 2010

crónicas

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

"parece que vou para o ténis"
(...) a monstra a ronronar*

sábado, 21 de agosto de 2010


popers kills

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

quando as coisas à tua volta mudam sem te aperceberes mas o resultado te é indiferente, percebes que foste tu o primeiro a mudar dentro de ti próprio

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

estou a sentir o vento a levantar, a chuva a cair
a terra a tremer e a rachar, o mundo a submergir
esta praga desta raça humana a perder o control
à espera de um cometa, a cozer o planeta ao sol;
temos os dias contados!
falam-me em reciclar: é tarde demais! (é tarde demais)!
já não há volta a dar porque isto nao estava preparado
nem para o betão nem para o aço;
mataram a vida na terra e agora procuram vida no espaço.
está tudo louco e eu não entendo esses critérios
familias são suprimidas, enfiadas em lotes de prédios
somos o cancro do planeta, e em estado terminal;
é a extinção da nossa raça, é o juízo final
vegetais e animais extintos, desapareceu tudo...
tudo! o mundo chora lágrimas de crude.
apocalipse pela TV, vou-me sentar e apreciar o início do fim.


com as devidas aspas e um pedido de desculpa por divulgar antes de sair a edição final

domingo, 1 de agosto de 2010

salvia trip, take 2

o susto de ontem foi o resultado da razão de três simples entre porporções muito pouco calculadas. hoje foi mais saudável

Mimos*