sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
quantas batidas, quantas flores esquecidas, quanto tempo precisas para chegar a uma conclusão?"
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
eu sou muito apaixonada por ti, mas antes... pelas coisas
Acordo e lembro-me de ti. Que sonhei contigo, aliás, lembro-me vagamente e durante instantes as horas de sonho contigo. Sonho de facto, de quem adormece depois de uma noite agitada e o seu inconsciente se lhe traz sonhos contigo. Contigo meu amor, tudo contigo.
Devo ser intensa demais. Ou entao tu és especial, todos os dias mais e melhor. Sempre com a posiçao adequada, sempre a postura correcta na situação; mas acima de tudo, sempre comigo, para mim, tudo para mim… lembro-me há uns meses atrás de não nos conhecermos assim, desta forma. Era só a formalidade de um café ao fim do dia, claro que com desejo como quem conversou num prisma maravilhoso na noite antes, mas nunca com este à-vontade com que me deito no teu colo agora. Não é comparável se quer. Fiquei assustada com a probabilidade de acontecer de facto algo improvável: sentares aqui ao meu lado e segredares com calma que na vida nem tudo é ao sabor do carpe diem. Às vezes as coisas, as pessoas melhor dizendo, marcam-nos de facto. Muito. “Acertam-nos na mouche e mudam a nossa maneira de ser... de sentir, de ouvir, de provar, de fazer e ver”. Mas mesmo que não mudassem coisa nenhuma, algo de transcente nos uniria em todo o caso. Considero-me uma força da natureza, encontrei outra diferente e tal qual maravilhosa, a fazer esquecer as preciosidades das coisas concretas, que me fala de elementos maravilhosos sim, mas nos quais não se pode tocar não. O amor é único, e se não fizermos dele ainda mais singular e especial, nunca saberemos amar. Eu arriscaria dizer que viver sem saber amar não é de todo, viver. É sobreviver…
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Ontem quando fechei os olhos não queria adormecer, era só o meu corpo a render-se de algum-muito desgaste acumulado. Mas estavas lá, entre a minha pálpebra a fechar-se e a minha alma aberta para ti e por ti. Magoa-me que toda gente se surpreenda por nos ver dançar em estilo apaixonado, porque não havemos de ser nós o início e o fim um do outro?
Termos saltado tantas etapas à frente fez-me tremer de medo; olhar para aquele poço gigante e saber que a única alternativa seria atirar-me e de olhos fechados levou-me a querer desistir, muitas vezes. Estive muitas horas em claro, quando o sono não vinha e o desgaste não era o de ontem, enquanto pensava na raiva que sentia por saber que estarias ao lado de alguém… alguém. Eu também tenho os meus alguém’s, que talvez também ainda me amem como eu já não os amo. Não te vás embora, eu sou tão pequenina e tive tanto medo. Agora começo a não ter medo mas sim vontade de construir. Tu também a tens?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
por amor de deus, é verão...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Aqueles olhos aproximam-se e passam.
Perplexos, cheios de funda luz,
doces e acerados, dominam-me.
Quem os diria tão ousados?
Tão humildes e tão imperiosos,
tão obstinados!
Como estão próximos os nossos ombros!
Defrontam-se e furtam-se,
negam toda a sua coragem.
De vez em quando, esta minha mão,
que é uma espada e não defende nada,
move-se na órbita daqueles olhos,
fere-lhes a rota curta,
Poderosa e plácida.
Amor, tão chão de Amor, que sensível és...
Sensível e violento, apaixonado.
Tão carregado de desejos!
Acalmas e redobras e de ti renasces a toda a hora.
Cordeiro que se encabrita e enfurece e
logo recai na branda impotência.
Canseira eterna! Ou desespero, ou medo.
Fuga doida à posse, à dádiva.
Tanto bater de asas frementes,
tanto grito e pena perdida...
E as tréguas, amor cobarde?
Cada vez mais longe, mais longe e apetecidas.
Ó amor, amor, que faremos nós de ti e tu de nós?
Irene Lisboa
Valdemar Santos, Encenador
Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
1889-1915
sábado, 25 de junho de 2011
sexta-feira, 24 de junho de 2011
quinta-feira, 23 de junho de 2011
terça-feira, 21 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Não sei o que seria de mim sem breves momentos como este."
domingo, 5 de junho de 2011
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.
No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.
Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.
Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.
Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.
terça-feira, 31 de maio de 2011
domingo, 29 de maio de 2011
Segui-te, convicto, sem pôr em questão por um segundo
Sentimentos estão em jogo e arriscar faz parte do todo
Se o tempo voltar atrás eu volto a fazer de novo
Sem equívoco, acredito que é recíproco o que sinto
Que é unívoco o motivo pelo qual te invoco quando activo
A criação que em combustão me consome como chamas
Deram-te nome, mas para mim não é assim que te chamas
Chamo-te cara-metade, mas é cara a metade que se paga
Quando a obrigação nos abraça e a inocência nos larga
Dizem que amar cega, espero que mantenham a palavra
Eu tenho olhos com vertigens e ao teu lado o céu não acaba
Perante ti há quem se inclina, até mesmo quem se renda
A minha alma é tua inquilina, mês a mês eu pago a renda
Não são gónadas estimuladas por um toque em certas zonas
Nem sentimentos nómadas movidos por hormonas
Uns para galar-te usam calça larga e chapéu
Em palcos canto, corpo e alma à mostra, de cabeça oposta à de um réu
Não vou pagar caro à custa de tanto fala barato,
Vizinho meu escreveu que não há estrelas no céu, à noite fecho-as no quarto
Iluminam-nos, quando estabelecemos contacto
Escrevendo o nosso destino em folhas de formato A4.
Crio-te com requinte sem expor silhuetas
Foste ouvinte quando o mau tempo foi tempo em grãos de ampulhetas
No nosso primeiro encontro tinhas linhas caretas
O tempo passou como metamorfose, deu-te forma de borboletas.
Nunca te pedi nada, promete-me uma coisa única
Que p'ra mim és cara-metade, p'ra eles apenas música...
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 18 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
És um sitio por preencher na montanha russa que me corre nas entranhas. Preciso de palavras inteiras e concretas, uma e uma só vez; não tenhas tanto medo assim, um “não” também é inteiro, sabias?
Já me esqueci de como é viver de um “talvez”, o vento já não tem sabor e tu insistes em desgastá-lo ao viver sobre ele. O mundo só está à tua espera enquanto o quiseres descobrir e não, não dói dizer-lhe que “não” – também é inteiro sabias?
Se pudesse, se conseguisse, agarrava numa dessas tesouras que usas para me ferir e cortava-te ao meio para ver se também tens montanhas russas na barriga, como eu.
És um poço e eu quero ver-te o fundo, mas não consigo atirar-me. E se és vazio? O que me acontece a mim se me deixas cair?
domingo, 8 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
"acredita, estou bem vivo(a)...
quinta-feira, 28 de abril de 2011
No cigaretts, no És
No milk, no cheese
No eggs, no meat
Just medation and peace
Red lentils, chick peas
Good workout, good sleep
Mo' sunshine, light breeze...
Promoe, "Long distance runner"
quarta-feira, 27 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
O impossível somos nós.
(...)
Pelas ruas de Manhattan
Pelos rios do Chiado,
Nesta loucura improvável
De encontrar a alma certa
Do lado esquerdo da cama
De uma casa deserta
(...)
Dá-me a mão
Dá-me a mão
Dá-me a mão
Dá-me a mão
Adriana, "Sonhos de Papel"
"Parece clichê mas as musicas da rádio parecem todas especialmente para nós"
És de facto especial, impossivel de repetir. Adoro que me beijes a testa quando chego e que me devolvas o sorriso se me vês ao longe, como quem quer ter perto. Quero casar contigo e sei que ia ser feliz, mesmo que todas as improbabilidades o anulem a todo o segundo. Juro que me fazes sentir viva e única, como tu.
terça-feira, 5 de abril de 2011
da mulher que seduziu Sigmund Freud e despertou o amor de Friedrich Nietzsche, um conselho para "A humanidade da mulher"
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
Lou Andreas-Salomé
domingo, 3 de abril de 2011
To tell if they're fake you have to put on those magnifying glasses to your eye and speak in an eastern european accent.
People keep them in those litlle velvet bags, don`t they? With the draw strings on the top? Like we used to have for our sand shoes.
They're the hardest thing in the world, they never fall apart and they can only scratch themselves.
Maybe if we're in the desert and they wouldn't have squeeked on the gym floor, or the hall as we used to call it there. I don't see the point in the desert you'd have to shave everyday even without the water. There's no point having a beard there and even without water and enough to eat, your face is just (...)"
sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Mas…! Como alguns admitem, “ele não sabe bem o que anda a dizer”; “ele de vez em quando precipita-se e tal…” O que eu acho é outra coisa, é que ele tem um vocabulário muito pobrezinho quando se exprime. Normalmente é típico de quem tem um vocabulário pobre, não sei, deve ser falta de leitura, as pessoas não conseguem dizer exactamente aquilo que querem dizer. Portanto eu tinha mais cuidado…”
Marcelo Rebelo de Sousa in Nerve 55b
domingo, 27 de março de 2011
sábado, 26 de março de 2011
domingo, 20 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
valete, a mulher que deus amou
terça-feira, 15 de março de 2011
passamos de saladas a grelhados mistos
XD
agora ri-me muito a ler isso
nao contes a ninguem essa parte da ingenuidade por cima a tapar
que eu acho que ainda ninguem decifrou 8-)
ha muita gente atenta nisto tudo, mas tambem ha quem saiba disfarçar
eih, é uma salada russa, o que é certo é que estamos cá todos:P
salada russa nao porque os ingredientes acabam por ser poucos a comparar c "isto"
mas e a maionese?! quem é que tem o papel de interligar tudo no nosso mundo do "isto"?!
a maionese é mesmo o mundo... e lá no fim, acabamos por ser só carne e osso, passamos de saladas a grelhados mistos...
sábado, 12 de março de 2011
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Há uns tempos comecei do zero. Agora comecemos do -50, por favor. Mostra do que és capaz e todos te vão aplaudir. A questão central é que nessa altura, não vou querer aplausos dessas mãos sujas de mentiras, eu aplaudo-me a mim própria porque pelo menos, os erros das minhas mãos eu já conheço e não me posso desiludir mais com eles. Quando pensas que o mundo está errado e tu estás bem, normalmente surgem factos que te provam que é ao contrário… e desta vez? Eu não estou bem nem mal, estou só e o mundo todo tem assistido na primeira fila ao meu espectáculo cheio de intervalos. Agora digo aqui e de pulmões cheios, que não quero mais intervalos aplaudidos, quero um fim definitivo porque nenhum artista gosta de plateias pouco sinceras. Agora falo em monólogo porque sei que já não tenho ninguém que me oiça. Também sei que fui eu que quis assim. E sabem porque quis tal cenário horrendo para mim? Porque às vezes a vida prova-nos que no teatro, como em tudo, é muito melhor estarmos por nós próprios do que por aqueles que mais tarde ou mais cedo nos falham.
Eu não luto por quem me falha. Se eu falho, espero estalos e não mentiras nem falsidades. Se eu falhei, eu aceito a dor de ter falhado porque a mim, mais do que a ninguém no mundo, dói falhar. Se eu falhei e ninguém me bateu, não achem que não sofri as consequências de ter errado. Se eu falhei e vejo agora o mundo a revelar-se uma contradição pura e dura, digo de pulmões e boca cheia que ninguém mais vale a pena se não eu própria, porque a mim dói errar comigo mesma e a essa plateia mentirosa não tem doído ver-me cortar ou pulsos todos os dias… o mais inacreditável é alguém justificar essa ausência de dor com a falta de justificações da minha parte. Eu não sei falar sobre o que me dói porque não sei sentir dor nem coisas más, só sei amar-vos muito porque eram o meu porto se abrigo.
Melhor, não sabia.






