terça-feira, 8 de novembro de 2011

Desta vez fiz mesmo merda. Mas merda, no seguimento de uma necessidade. Lógico, não? Desculpa meu amor, nós não somos um do outro… adoro-te, mas não. Não conseguimos isto porque nem é suposto conseguirmos. É tudo uma merda sabes? Olho para ti e vejo o mundo nuns olhos discretos. Subtis, mas fatais. Elogio-te até ao extremo, extremo esse que engola aquelas histórias em que o álcool que domina tanto que eu nem me devia importar; eras tu, no teu mundo e feliz com certeza, irra, e muito feliz. Tenho alguma pena por acontecer assim, mas não devamos tê.la… é desnecessária. Tudo é certo, sempre, seja com que aspecto for, a essência é certa.

“(…)

Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo. “

Alberto Caeiro
1889-1915

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

as melhoras para ti, ninguém merece e tu de certo que também não. um grande beijo de saudade de alguns momentos a dois :)*
"Tas a espera de ver me no chão então desiste,
temos pena o falhanço é uma cena que a mim não me assiste!
Aprende a vida é ingrata cuidado com o que pedes,
eu venho em alta rotação,sai da frente guedes!"

Jimmy feat Dengaz - Warrior (2011)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Não durmo há 24horas exactas e antes dessas, penso ter tido apenas três horas de sono de qualidade. Dormir é importante na saúde de uma pessoa, especialmente na saúde mental, coisa que preservo miraculosamente em todos os segundos da minha vida. Mas mesmo assim, quis sentar-me aqui a escrever porque não encontro outra forma de fazer explicar o que me vai aqui dentro, não no coração mas sim à flor da pele.

Não tenho voz, estou de rastos e disse/fiz coisas que talvez não quisesse assim tanto fazer. No entanto, sinto-me plena. Cheia de mim. Ainda mais. Cada vez mais. Acho isso incrível… a partir deste momento, sempre que os meus debates interiores me conduzirem até às conclusões mais satânicas (o que é relativamente frequente), vou-me lembrar do quão extraordinário é sentir-me assim, viva. Sou finalmente muito feliz porque descobri que ser feliz não é ter tudo a bater certo a todos os níveis. Ser feliz é ser resignado, na medida em que aceito tranquilamente o que sou e o que isso provoca (ou retrai), mas nunca deixando a procura incessante por uma felicidade ainda maior, mais completa e mais perfeita no seu domínio. Talvez, e lá estou eu no tom de suposição que tanto gosto, tudo isto seja tão natural como a água que corre da fonte. Talvez o mundo em geral apelide este fenómeno que descrevo como “crescimento”. Não condeno, pelo contrário, aceito e englobo essa ideia na minha. No entanto, sinto-me tão singular ao faze-lo que chego à conclusão lógica de que sou de facto feliz, nunca completa mas cada vez mais estabelecida.

E não, aquele homem não me ia violar ali em praça publica, a menos que eu me/o permitisse a tal.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011




Não sei se é agradável sentir o corpo a pagar desta forma degradante mas garanto uma coisa... sou muito feliz aqui

(prometo só em tom de realce como quem não se quer esquecer que para a semana que vem, estas loucuras têm fim anunciado!)

sábado, 15 de outubro de 2011

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

"I talk to God as much as I talk to Satan 'cause I want to hear both sides
Does that make me cynical
There are no miracles
And this is no miraculous life"

domingo, 9 de outubro de 2011

sábado, 8 de outubro de 2011

tenho saudades de sentir que a esfera que nos une num só faz sentido. desculpa mas sinto-nos a fraquejar tanto... prometemos muito que isso não ia acontecer. lamento mesmo muito que afinal as etapas diferentes da vida que atravessamos tenham de facto influência na nossa forma de lidar um com o outro. estamos anacrónicos meu amor

terça-feira, 4 de outubro de 2011

domingo, 2 de outubro de 2011

precisava tanto do teu apoio... e eu detesto que me falhem
nunca estive tão feliz na minha vida


cirurgião opera um feto ainda no útero da mãe e o pequeno ser vivo pôs uma mão (completamente formada) de fora e agarrou o dedo do médico, no momento em que este estaria a "fechar" a abertura para concluir o processo

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

terça-feira, 27 de setembro de 2011

a única coisa que a física clássica não consegue explicar são equações de turbulência

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

É só isso
Não tem mais jeito
Acabou, Boa sorte
Não tenho o que dizer
São só palavras
E o que eu sinto não mudará

Tudo o que quer me dar
É demais, é pesado
Não há paz
Tudo o que quer de mim
Irreais
Expectativas desleais

(...)

Mesmo, se segure
Quero que se cure
Dessa pessoa que o aconselha
Há um desencontro
Veja por esse ponto
Há tantas pessoas especiais

(...)

Vanessa da Mata e Ben Harper

domingo, 18 de setembro de 2011

porque é que não me dás a mão na rua, nem me apresentas aos teus amigos, nem corres a vir dar-me um beijo quando me vês ao longe? não voltes a deitar "conhecidas" na tua cama porque eu não sou essa gaja, não aceito essas provocações de meio tom, venha o que vier, quem vier...
e tu assim, acho que fazes só o meu amor ir embora. eu estou a ir também, entre(tanto)

sábado, 17 de setembro de 2011

Resultado: Colocada
Instituição: [0502] Universidade de Coimbra - Faculdade de Direito
Curso: [9078] Direito

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

I'm going back to 505,
If its a 7 hour flight or a 45 minute drive,
In my imagination you're waiting lying on your side,
With your hands between your thighs,

Stop and wait a sec,
Oh when you look at me like that my darling,
What did you expect,
I probably still adore you with you hand around my neck,
Or I did last time I checked,

Not shy of a spark,
A knife twists at the thought that I should fall short of the mark,
Frightened by the bite though its no harsher than the bark,
Middle of adventure, such a perfect place to start,

I'm going back to 505,
If its a 7 hour flight or a 45 minute drive,
In my imagination you're waiting lying on your side,
With your hands between your thighs,

But I crumble completely when you cry,
It seems like once again you've had to greet me with goodbye,
Im always just about to go and spoil a suprise,
Take my hands off of your eyes too soon,

I'm going back to 505,
If its a 7 hour flight or a 45 minute drive,
In my imagination you're waiting lying on your side,
With your hands between your thighs and a smile!

Artic Monkeys, "505"

domingo, 11 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A cidade está deserta
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra,
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga, ora doce...
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura...

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

‎"Quando somos pacientes, as coisas que normalmente consideraríamos muito dolorosas acabam não sendo tão más. Ao contrário, quando não existe a tolerância paciente, até as menores contrariedades parecem insuportáveis. Tudo depende da nossa atitude diante dos factos."
Dalai Lama
“And here he is… Nerve!”

- Obrigado obrigado, mas… mas… houve um engano, desculpem. É que…
Isto não é música, não passa de promoção barata de um falhado a atravessar uma fase notoriamente desinspirada. Nada a perder, nada a ganhar, está visto. Foi a última vez que fui expulso do casino, aceita isso…!

Ok desisto, conheço o caminho para a saída, não preciso de respeito nem de glória na partida; recomeço o processo de recriar um universo onde converso com versos com o meu reflexo no espelho. Sou complexo mas sei que isso não te interessa (amigo); confesso, não é de elite manter conversas com um mendigo mas só peço, deixa-me ser colorido por dentro, por um dia menos cinzento, não me arruínes o momento…!
Lamento não poder pagar-te um café, um palácio ou o que quer que faça de ti mais feliz materialmente; dos meus bolsos só saem traças ou então lágrimas sinceras, histórias, risos e sonhos, é tudo o que eu te posso oferecer. Dou-te tudo e tenho nada porque o meu nada ainda pode ser o teu tudo numa altura mais desesperada.

O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata. Vou fechar os olhos, pensar coisas agradáveis, ver a vida como é e beijar a minha noiva cadáver. O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata.

Escrevo a carta que vai conquista-la, chamo camarada a um desconhecido e confio-lhe a missão de entrega-la; não sou ingénuo, sou um romântico com nada a perder, um mendigo cego mas sem medo, um ávido estudante do ser. Vem ver como me agarro a memórias que nunca vivi para me manter vivo numa cidade muito grande para mim…
Acordar com a namorada e o pequeno-almoço na cama, fazer lutas de almofadas durante todo o fim-de-semana. Saber que ela me ama, pensar alto sem medo, flutuar com ela abraçado a esses balões de pensamento. Pintar paisagens tirando prédios, quebrar o tédio, jogar ao “sério”, inspirar hélio, ser patético, rever mistérios, ser ingénuo… inventar constelações, descansar numa rede de um jardim que ainda é segredo e onde a paisagem ainda é verde. Eu pareço feliz. Preciso disto, destes nadas porque eles são tudo o que eu tenho e é tudo promoção barata.

O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata. Vou fechar os olhos, pensar coisas agradáveis, ver a vida como é e beijar a minha noiva cadáver. O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata.

Nerve, "Promoção Barata"

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

"se passares para o meu lado, eu passo 'pró lado dos bons"

sábado, 27 de agosto de 2011

"Nós podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro;
a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz"
Platão

(in "As Sessões do Livro Negro" vol.I , Vipe Mc)


é por estas e por outras que quando me decidir "pintar", vais ser tu a ter esse prazer. a alma de artista é qualquer coisa!

(por Tiago)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011


"a toda a mulher grávida eu mando flores"



"nunca deixes que eles te digam que tu não tens valor,
nós somos niggas e niggas... orientam-se como for;
(...)
mas eu não controlo os demónios que moram na minha cabeça"

terça-feira, 23 de agosto de 2011

"achava que as putas não beijavam na boca..."

há sempre um cabrão que nos obriga a fugir à regra

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

melhor do que ser feliz, é fazer alguém feliz com isso


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

sim meu amor, vou muito feliz para casa

terça-feira, 16 de agosto de 2011



"quantas canetas foram gastas em letras, quantos poetas profetas, quantas palavras já disseste em vão...
quantas batidas, quantas flores esquecidas, quanto tempo precisas para chegar a uma conclusão?"


quinta-feira, 11 de agosto de 2011



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

darin brooks rocks



terça-feira, 2 de agosto de 2011


alexander mcqueen's productions

quarta-feira, 27 de julho de 2011

espero que não haja nenhum deus disponível de momento porque quero mesmo dizer que era este o pretexto que me faltava para te poder dizer que te tornaste numa incoerência com forma humana

quinta-feira, 21 de julho de 2011

"quem ama e não é correspondido faz tudo para marcar pontos"

terça-feira, 12 de julho de 2011

"Despreza tudo, mas de modo que o desprezar te não incomode. Não te julgues superior ao desprezares. a arte do desprezo nobre está nisso."
Fernando Pessoa

sábado, 9 de julho de 2011

eu sou muito apaixonada por ti, mas antes... pelas coisas

Acordo e lembro-me de ti. Que sonhei contigo, aliás, lembro-me vagamente e durante instantes as horas de sonho contigo. Sonho de facto, de quem adormece depois de uma noite agitada e o seu inconsciente se lhe traz sonhos contigo. Contigo meu amor, tudo contigo.

Devo ser intensa demais. Ou entao tu és especial, todos os dias mais e melhor. Sempre com a posiçao adequada, sempre a postura correcta na situação; mas acima de tudo, sempre comigo, para mim, tudo para mim… lembro-me há uns meses atrás de não nos conhecermos assim, desta forma. Era só a formalidade de um café ao fim do dia, claro que com desejo como quem conversou num prisma maravilhoso na noite antes, mas nunca com este à-vontade com que me deito no teu colo agora. Não é comparável se quer. Fiquei assustada com a probabilidade de acontecer de facto algo improvável: sentares aqui ao meu lado e segredares com calma que na vida nem tudo é ao sabor do carpe diem. Às vezes as coisas, as pessoas melhor dizendo, marcam-nos de facto. Muito. “Acertam-nos na mouche e mudam a nossa maneira de ser... de sentir, de ouvir, de provar, de fazer e ver”. Mas mesmo que não mudassem coisa nenhuma, algo de transcente nos uniria em todo o caso. Considero-me uma força da natureza, encontrei outra diferente e tal qual maravilhosa, a fazer esquecer as preciosidades das coisas concretas, que me fala de elementos maravilhosos sim, mas nos quais não se pode tocar não. O amor é único, e se não fizermos dele ainda mais singular e especial, nunca saberemos amar. Eu arriscaria dizer que viver sem saber amar não é de todo, viver. É sobreviver…

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acho que este restabelecimento da ordem natural das coisas está a correr bem. Eu gosto de ti desde aquele dia em que descobri que era um alargador de facto, mas ver-te dormir ao meu lado é... petrificante.

Ontem quando fechei os olhos não queria adormecer, era só o meu corpo a render-se de algum-muito desgaste acumulado. Mas estavas lá, entre a minha pálpebra a fechar-se e a minha alma aberta para ti e por ti. Magoa-me que toda gente se surpreenda por nos ver dançar em estilo apaixonado, porque não havemos de ser nós o início e o fim um do outro?

Termos saltado tantas etapas à frente fez-me tremer de medo; olhar para aquele poço gigante e saber que a única alternativa seria atirar-me e de olhos fechados levou-me a querer desistir, muitas vezes. Estive muitas horas em claro, quando o sono não vinha e o desgaste não era o de ontem, enquanto pensava na raiva que sentia por saber que estarias ao lado de alguém… alguém. Eu também tenho os meus alguém’s, que talvez também ainda me amem como eu já não os amo. Não te vás embora, eu sou tão pequenina e tive tanto medo. Agora começo a não ter medo mas sim vontade de construir. Tu também a tens?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

por amor de deus, é verão...

no meu telefone em escrita inteligente aparece a palavra FRANJA primeiro do que a palavra ESCOLA (???)

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Aqueles olhos aproximam-se e passam.
Perplexos, cheios de funda luz,
doces e acerados, dominam-me.
Quem os diria tão ousados?
Tão humildes e tão imperiosos,
tão obstinados!
Como estão próximos os nossos ombros!
Defrontam-se e furtam-se,
negam toda a sua coragem.
De vez em quando, esta minha mão,
que é uma espada e não defende nada,
move-se na órbita daqueles olhos,
fere-lhes a rota curta,
Poderosa e plácida.
Amor, tão chão de Amor, que sensível és...
Sensível e violento, apaixonado.
Tão carregado de desejos!
Acalmas e redobras e de ti renasces a toda a hora.
Cordeiro que se encabrita e enfurece e
logo recai na branda impotência.
Canseira eterna! Ou desespero, ou medo.
Fuga doida à posse, à dádiva.
Tanto bater de asas frementes,
tanto grito e pena perdida...
E as tréguas, amor cobarde?
Cada vez mais longe, mais longe e apetecidas.
Ó amor, amor, que faremos nós de ti e tu de nós?

Irene Lisboa


Valdemar Santos, Encenador


Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.

Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.

Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.

Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.

Alberto Caeiro
1889-1915

sábado, 25 de junho de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011





alisha
- "so what happens now?"
simon- "what you want to happen?"
alisha- "I don't know..."

quinta-feira, 23 de junho de 2011

há dúvidas eternas não há?

terça-feira, 21 de junho de 2011

segunda-feira, 20 de junho de 2011


vi esta foto por acaso e lembrei-me de...
eu amo-te, podes vir arrancar-me da cama?

terça-feira, 14 de junho de 2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

"De olhos fechados, pego nuns lápis de cera gastos, pinto um arco-irís, deito-me à sombra desta árvore com uma espiga nos lábios, chapéu tombado para a frente...
Não sei o que seria de mim sem breves momentos como este."

Nerve, Lápis de Cera

domingo, 5 de junho de 2011

Entre os teus lábios
é que a loucura acode,
desce à garganta,
invade a água.

No teu peito
é que o pólen do fogo
se junta à nascente,
alastra na sombra.

Nos teus flancos
é que a fonte começa
a ser rio de abelhas,
rumor de tigre.

Da cintura aos joelhos
é que a areia queima,
o sol é secreto,
cego o silêncio.

Deita-te comigo.
Ilumina meus vidros.
Entre lábios e lábios
toda a música é minha.

Eugénio de Andrade

terça-feira, 31 de maio de 2011

uma bailarina, para ti

domingo, 29 de maio de 2011

Vi-te, cedi-te convite para o meu mundo
Segui-te, convicto, sem pôr em questão por um segundo
Sentimentos estão em jogo e arriscar faz parte do todo
Se o tempo voltar atrás eu volto a fazer de novo
Sem equívoco, acredito que é recíproco o que sinto
Que é unívoco o motivo pelo qual te invoco quando activo
A criação que em combustão me consome como chamas
Deram-te nome, mas para mim não é assim que te chamas
Chamo-te cara-metade, mas é cara a metade que se paga
Quando a obrigação nos abraça e a inocência nos larga
Dizem que amar cega, espero que mantenham a palavra
Eu tenho olhos com vertigens e ao teu lado o céu não acaba
Perante ti há quem se inclina, até mesmo quem se renda
A minha alma é tua inquilina, mês a mês eu pago a renda
Não são gónadas estimuladas por um toque em certas zonas
Nem sentimentos nómadas movidos por hormonas
Uns para galar-te usam calça larga e chapéu
Em palcos canto, corpo e alma à mostra, de cabeça oposta à de um réu
Não vou pagar caro à custa de tanto fala barato,
Vizinho meu escreveu que não há estrelas no céu, à noite fecho-as no quarto
Iluminam-nos, quando estabelecemos contacto
Escrevendo o nosso destino em folhas de formato A4.
Crio-te com requinte sem expor silhuetas
Foste ouvinte quando o mau tempo foi tempo em grãos de ampulhetas
No nosso primeiro encontro tinhas linhas caretas
O tempo passou como metamorfose, deu-te forma de borboletas.
Nunca te pedi nada, promete-me uma coisa única
Que p'ra mim és cara-metade, p'ra eles apenas música...


Deau feat SupremoG, "Cara Metade"

quinta-feira, 26 de maio de 2011

quarta-feira, 18 de maio de 2011

com as devidas aspas



*clicar na imagem*

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Tento esvaziar os poros e os sentidos para me encontrar de novo. Não resulta.
És um sitio por preencher na montanha russa que me corre nas entranhas. Preciso de palavras inteiras e concretas, uma e uma só vez; não tenhas tanto medo assim, um “não” também é inteiro, sabias?
Já me esqueci de como é viver de um “talvez”, o vento já não tem sabor e tu insistes em desgastá-lo ao viver sobre ele. O mundo só está à tua espera enquanto o quiseres descobrir e não, não dói dizer-lhe que “não” – também é inteiro sabias?
Se pudesse, se conseguisse, agarrava numa dessas tesouras que usas para me ferir e cortava-te ao meio para ver se também tens montanhas russas na barriga, como eu.
És um poço e eu quero ver-te o fundo, mas não consigo atirar-me. E se és vazio? O que me acontece a mim se me deixas cair?

domingo, 8 de maio de 2011




http://www.youtube.com/embed/pfbl63gBBIg

terça-feira, 3 de maio de 2011

"acredita, estou bem vivo(a)...

um dia, nas minhas costas fazes-me piretes enquanto eu rimo ao vivo. Isso para mim é cagativo, enquanto conto pelos dedos os manos em quem confio e que sabem que eu estou pronto(a). E com isto finalizo a história, ponto! quem quiser, meta rewind... não vou rimar mais e pronto."

Mimos*