sexta-feira, 9 de setembro de 2011
e alguém escreveu o teu nome em toda a parte:
nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas.
Em todo o lado essa palavra,
repetida ao expoente da loucura!
Ora amarga, ora doce...
Para nos lembrar que o amor é uma doença,
quando nele julgamos ver a nossa cura...
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
"Quando somos pacientes, as coisas que normalmente consideraríamos muito dolorosas acabam não sendo tão más. Ao contrário, quando não existe a tolerância paciente, até as menores contrariedades parecem insuportáveis. Tudo depende da nossa atitude diante dos factos."
Dalai Lama
- Obrigado obrigado, mas… mas… houve um engano, desculpem. É que…
Isto não é música, não passa de promoção barata de um falhado a atravessar uma fase notoriamente desinspirada. Nada a perder, nada a ganhar, está visto. Foi a última vez que fui expulso do casino, aceita isso…!
Ok desisto, conheço o caminho para a saída, não preciso de respeito nem de glória na partida; recomeço o processo de recriar um universo onde converso com versos com o meu reflexo no espelho. Sou complexo mas sei que isso não te interessa (amigo); confesso, não é de elite manter conversas com um mendigo mas só peço, deixa-me ser colorido por dentro, por um dia menos cinzento, não me arruínes o momento…!
Lamento não poder pagar-te um café, um palácio ou o que quer que faça de ti mais feliz materialmente; dos meus bolsos só saem traças ou então lágrimas sinceras, histórias, risos e sonhos, é tudo o que eu te posso oferecer. Dou-te tudo e tenho nada porque o meu nada ainda pode ser o teu tudo numa altura mais desesperada.
O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata. Vou fechar os olhos, pensar coisas agradáveis, ver a vida como é e beijar a minha noiva cadáver. O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata.
Escrevo a carta que vai conquista-la, chamo camarada a um desconhecido e confio-lhe a missão de entrega-la; não sou ingénuo, sou um romântico com nada a perder, um mendigo cego mas sem medo, um ávido estudante do ser. Vem ver como me agarro a memórias que nunca vivi para me manter vivo numa cidade muito grande para mim…
Acordar com a namorada e o pequeno-almoço na cama, fazer lutas de almofadas durante todo o fim-de-semana. Saber que ela me ama, pensar alto sem medo, flutuar com ela abraçado a esses balões de pensamento. Pintar paisagens tirando prédios, quebrar o tédio, jogar ao “sério”, inspirar hélio, ser patético, rever mistérios, ser ingénuo… inventar constelações, descansar numa rede de um jardim que ainda é segredo e onde a paisagem ainda é verde. Eu pareço feliz. Preciso disto, destes nadas porque eles são tudo o que eu tenho e é tudo promoção barata.
O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata. Vou fechar os olhos, pensar coisas agradáveis, ver a vida como é e beijar a minha noiva cadáver. O que sou? Um mendigo… o que resta? Quase nada. Só publicidade enganosa e promoção barata.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz"
Platão
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
"a toda a mulher grávida eu mando flores"
"nunca deixes que eles te digam que tu não tens valor,
nós somos niggas e niggas... orientam-se como for;
(...)
mas eu não controlo os demónios que moram na minha cabeça"
terça-feira, 23 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
quantas batidas, quantas flores esquecidas, quanto tempo precisas para chegar a uma conclusão?"
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
eu sou muito apaixonada por ti, mas antes... pelas coisas
Acordo e lembro-me de ti. Que sonhei contigo, aliás, lembro-me vagamente e durante instantes as horas de sonho contigo. Sonho de facto, de quem adormece depois de uma noite agitada e o seu inconsciente se lhe traz sonhos contigo. Contigo meu amor, tudo contigo.
Devo ser intensa demais. Ou entao tu és especial, todos os dias mais e melhor. Sempre com a posiçao adequada, sempre a postura correcta na situação; mas acima de tudo, sempre comigo, para mim, tudo para mim… lembro-me há uns meses atrás de não nos conhecermos assim, desta forma. Era só a formalidade de um café ao fim do dia, claro que com desejo como quem conversou num prisma maravilhoso na noite antes, mas nunca com este à-vontade com que me deito no teu colo agora. Não é comparável se quer. Fiquei assustada com a probabilidade de acontecer de facto algo improvável: sentares aqui ao meu lado e segredares com calma que na vida nem tudo é ao sabor do carpe diem. Às vezes as coisas, as pessoas melhor dizendo, marcam-nos de facto. Muito. “Acertam-nos na mouche e mudam a nossa maneira de ser... de sentir, de ouvir, de provar, de fazer e ver”. Mas mesmo que não mudassem coisa nenhuma, algo de transcente nos uniria em todo o caso. Considero-me uma força da natureza, encontrei outra diferente e tal qual maravilhosa, a fazer esquecer as preciosidades das coisas concretas, que me fala de elementos maravilhosos sim, mas nos quais não se pode tocar não. O amor é único, e se não fizermos dele ainda mais singular e especial, nunca saberemos amar. Eu arriscaria dizer que viver sem saber amar não é de todo, viver. É sobreviver…
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Ontem quando fechei os olhos não queria adormecer, era só o meu corpo a render-se de algum-muito desgaste acumulado. Mas estavas lá, entre a minha pálpebra a fechar-se e a minha alma aberta para ti e por ti. Magoa-me que toda gente se surpreenda por nos ver dançar em estilo apaixonado, porque não havemos de ser nós o início e o fim um do outro?
Termos saltado tantas etapas à frente fez-me tremer de medo; olhar para aquele poço gigante e saber que a única alternativa seria atirar-me e de olhos fechados levou-me a querer desistir, muitas vezes. Estive muitas horas em claro, quando o sono não vinha e o desgaste não era o de ontem, enquanto pensava na raiva que sentia por saber que estarias ao lado de alguém… alguém. Eu também tenho os meus alguém’s, que talvez também ainda me amem como eu já não os amo. Não te vás embora, eu sou tão pequenina e tive tanto medo. Agora começo a não ter medo mas sim vontade de construir. Tu também a tens?

