No cigaretts, no És
No milk, no cheese
No eggs, no meat
Just medation and peace
Red lentils, chick peas
Good workout, good sleep
Mo' sunshine, light breeze...
Promoe, "Long distance runner"
O impossível somos nós.
(...)
Pelas ruas de Manhattan
Pelos rios do Chiado,
Nesta loucura improvável
De encontrar a alma certa
Do lado esquerdo da cama
De uma casa deserta
(...)
Dá-me a mão
Dá-me a mão
Dá-me a mão
Dá-me a mão
Adriana, "Sonhos de Papel"
"Parece clichê mas as musicas da rádio parecem todas especialmente para nós"
És de facto especial, impossivel de repetir. Adoro que me beijes a testa quando chego e que me devolvas o sorriso se me vês ao longe, como quem quer ter perto. Quero casar contigo e sei que ia ser feliz, mesmo que todas as improbabilidades o anulem a todo o segundo. Juro que me fazes sentir viva e única, como tu.
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida lhe dará poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda... a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso:
algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!
Lou Andreas-Salomé
Mas…! Como alguns admitem, “ele não sabe bem o que anda a dizer”; “ele de vez em quando precipita-se e tal…” O que eu acho é outra coisa, é que ele tem um vocabulário muito pobrezinho quando se exprime. Normalmente é típico de quem tem um vocabulário pobre, não sei, deve ser falta de leitura, as pessoas não conseguem dizer exactamente aquilo que querem dizer. Portanto eu tinha mais cuidado…”
Marcelo Rebelo de Sousa in Nerve 55b
Há uns tempos comecei do zero. Agora comecemos do -50, por favor. Mostra do que és capaz e todos te vão aplaudir. A questão central é que nessa altura, não vou querer aplausos dessas mãos sujas de mentiras, eu aplaudo-me a mim própria porque pelo menos, os erros das minhas mãos eu já conheço e não me posso desiludir mais com eles. Quando pensas que o mundo está errado e tu estás bem, normalmente surgem factos que te provam que é ao contrário… e desta vez? Eu não estou bem nem mal, estou só e o mundo todo tem assistido na primeira fila ao meu espectáculo cheio de intervalos. Agora digo aqui e de pulmões cheios, que não quero mais intervalos aplaudidos, quero um fim definitivo porque nenhum artista gosta de plateias pouco sinceras. Agora falo em monólogo porque sei que já não tenho ninguém que me oiça. Também sei que fui eu que quis assim. E sabem porque quis tal cenário horrendo para mim? Porque às vezes a vida prova-nos que no teatro, como em tudo, é muito melhor estarmos por nós próprios do que por aqueles que mais tarde ou mais cedo nos falham.
Eu não luto por quem me falha. Se eu falho, espero estalos e não mentiras nem falsidades. Se eu falhei, eu aceito a dor de ter falhado porque a mim, mais do que a ninguém no mundo, dói falhar. Se eu falhei e ninguém me bateu, não achem que não sofri as consequências de ter errado. Se eu falhei e vejo agora o mundo a revelar-se uma contradição pura e dura, digo de pulmões e boca cheia que ninguém mais vale a pena se não eu própria, porque a mim dói errar comigo mesma e a essa plateia mentirosa não tem doído ver-me cortar ou pulsos todos os dias… o mais inacreditável é alguém justificar essa ausência de dor com a falta de justificações da minha parte. Eu não sei falar sobre o que me dói porque não sei sentir dor nem coisas más, só sei amar-vos muito porque eram o meu porto se abrigo.
Melhor, não sabia.