segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz"
Platão
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
"a toda a mulher grávida eu mando flores"
"nunca deixes que eles te digam que tu não tens valor,
nós somos niggas e niggas... orientam-se como for;
(...)
mas eu não controlo os demónios que moram na minha cabeça"
terça-feira, 23 de agosto de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
terça-feira, 16 de agosto de 2011
quantas batidas, quantas flores esquecidas, quanto tempo precisas para chegar a uma conclusão?"
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
terça-feira, 2 de agosto de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
terça-feira, 12 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
eu sou muito apaixonada por ti, mas antes... pelas coisas
Acordo e lembro-me de ti. Que sonhei contigo, aliás, lembro-me vagamente e durante instantes as horas de sonho contigo. Sonho de facto, de quem adormece depois de uma noite agitada e o seu inconsciente se lhe traz sonhos contigo. Contigo meu amor, tudo contigo.
Devo ser intensa demais. Ou entao tu és especial, todos os dias mais e melhor. Sempre com a posiçao adequada, sempre a postura correcta na situação; mas acima de tudo, sempre comigo, para mim, tudo para mim… lembro-me há uns meses atrás de não nos conhecermos assim, desta forma. Era só a formalidade de um café ao fim do dia, claro que com desejo como quem conversou num prisma maravilhoso na noite antes, mas nunca com este à-vontade com que me deito no teu colo agora. Não é comparável se quer. Fiquei assustada com a probabilidade de acontecer de facto algo improvável: sentares aqui ao meu lado e segredares com calma que na vida nem tudo é ao sabor do carpe diem. Às vezes as coisas, as pessoas melhor dizendo, marcam-nos de facto. Muito. “Acertam-nos na mouche e mudam a nossa maneira de ser... de sentir, de ouvir, de provar, de fazer e ver”. Mas mesmo que não mudassem coisa nenhuma, algo de transcente nos uniria em todo o caso. Considero-me uma força da natureza, encontrei outra diferente e tal qual maravilhosa, a fazer esquecer as preciosidades das coisas concretas, que me fala de elementos maravilhosos sim, mas nos quais não se pode tocar não. O amor é único, e se não fizermos dele ainda mais singular e especial, nunca saberemos amar. Eu arriscaria dizer que viver sem saber amar não é de todo, viver. É sobreviver…
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Ontem quando fechei os olhos não queria adormecer, era só o meu corpo a render-se de algum-muito desgaste acumulado. Mas estavas lá, entre a minha pálpebra a fechar-se e a minha alma aberta para ti e por ti. Magoa-me que toda gente se surpreenda por nos ver dançar em estilo apaixonado, porque não havemos de ser nós o início e o fim um do outro?
Termos saltado tantas etapas à frente fez-me tremer de medo; olhar para aquele poço gigante e saber que a única alternativa seria atirar-me e de olhos fechados levou-me a querer desistir, muitas vezes. Estive muitas horas em claro, quando o sono não vinha e o desgaste não era o de ontem, enquanto pensava na raiva que sentia por saber que estarias ao lado de alguém… alguém. Eu também tenho os meus alguém’s, que talvez também ainda me amem como eu já não os amo. Não te vás embora, eu sou tão pequenina e tive tanto medo. Agora começo a não ter medo mas sim vontade de construir. Tu também a tens?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
por amor de deus, é verão...
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Aqueles olhos aproximam-se e passam.
Perplexos, cheios de funda luz,
doces e acerados, dominam-me.
Quem os diria tão ousados?
Tão humildes e tão imperiosos,
tão obstinados!
Como estão próximos os nossos ombros!
Defrontam-se e furtam-se,
negam toda a sua coragem.
De vez em quando, esta minha mão,
que é uma espada e não defende nada,
move-se na órbita daqueles olhos,
fere-lhes a rota curta,
Poderosa e plácida.
Amor, tão chão de Amor, que sensível és...
Sensível e violento, apaixonado.
Tão carregado de desejos!
Acalmas e redobras e de ti renasces a toda a hora.
Cordeiro que se encabrita e enfurece e
logo recai na branda impotência.
Canseira eterna! Ou desespero, ou medo.
Fuga doida à posse, à dádiva.
Tanto bater de asas frementes,
tanto grito e pena perdida...
E as tréguas, amor cobarde?
Cada vez mais longe, mais longe e apetecidas.
Ó amor, amor, que faremos nós de ti e tu de nós?
Irene Lisboa
Valdemar Santos, Encenador
Quando vier a primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme
Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma.
Se soubesse que amanhã morria
E a primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,
Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro
1889-1915

