terça-feira, 1 de novembro de 2011

Não durmo há 24horas exactas e antes dessas, penso ter tido apenas três horas de sono de qualidade. Dormir é importante na saúde de uma pessoa, especialmente na saúde mental, coisa que preservo miraculosamente em todos os segundos da minha vida. Mas mesmo assim, quis sentar-me aqui a escrever porque não encontro outra forma de fazer explicar o que me vai aqui dentro, não no coração mas sim à flor da pele.

Não tenho voz, estou de rastos e disse/fiz coisas que talvez não quisesse assim tanto fazer. No entanto, sinto-me plena. Cheia de mim. Ainda mais. Cada vez mais. Acho isso incrível… a partir deste momento, sempre que os meus debates interiores me conduzirem até às conclusões mais satânicas (o que é relativamente frequente), vou-me lembrar do quão extraordinário é sentir-me assim, viva. Sou finalmente muito feliz porque descobri que ser feliz não é ter tudo a bater certo a todos os níveis. Ser feliz é ser resignado, na medida em que aceito tranquilamente o que sou e o que isso provoca (ou retrai), mas nunca deixando a procura incessante por uma felicidade ainda maior, mais completa e mais perfeita no seu domínio. Talvez, e lá estou eu no tom de suposição que tanto gosto, tudo isto seja tão natural como a água que corre da fonte. Talvez o mundo em geral apelide este fenómeno que descrevo como “crescimento”. Não condeno, pelo contrário, aceito e englobo essa ideia na minha. No entanto, sinto-me tão singular ao faze-lo que chego à conclusão lógica de que sou de facto feliz, nunca completa mas cada vez mais estabelecida.

E não, aquele homem não me ia violar ali em praça publica, a menos que eu me/o permitisse a tal.

2 comentários:

Miguel qualquer coisa ! disse...

"singular" é a palavra certa ! És .

Miguel qualquer coisa ! disse...

"singular" é a palavra certa ! És .

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Mimos*