segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Hey you...
Como tens passado? 
Mal, de certo.  
Eu tenho ido bem, sem ti. 
Ou aliás, tenho ido bem quando me visitas mas eu me aconchego rápido no colo. 
Gosto que venhas, para eu poder escrever sem medo e com talento.  
Assim posso vangloriar-me de nada mas pelo menos, de escrever bem.  
Ou escrever só, sim, tens razão, estamos nesse ponto. 
Gosto que tenhas razão.  
Que me assaltes a cabeça sem que eu tenha colo para ir. 
Gosto de ser a podridão que sou; e o bom filho, a casa torna. 

Mas depois acho que escrevo bem demais e isso é capaz de não ser assim muito bom. 
Bom, fora isso, como digo, tenho ido inacreditavelmente bem.  
Não porque não me afrontas mas porque... ah, sim, o colo. 
E sem colo?  
Sorrio e pisco-te, se souber.  
Vem cá, eu ainda gosto de ti.  
Afinal isso do colo é das novelas, como me dizias tantas vezes. 
Tens razão.  
Vamos ser felizes,  
Tu a atormentares-me e eu 
A implodir em mim,  
Nesse nada que sou mas 
Que escreve bem.

quarta-feira, 15 de junho de 2016

Sentir que estás longe corrói mas saber que existes, chega-me.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

"Parabéns, apanharam-me. 

Ok, eu juro que não estava à espera que fosse tudo smog, fumo, stress, fast food.
Pressa é costume. Prédios, semáforos, passadeiras. “Boa viagem. O título é válido”. Olhar metálico. 
De volta aos papéis, com algarismos, apelidos, cálculos, endereços, tabelas, preços, scripts e gráficos. Configurar parâmetros. Tipificar registos. Tomar decisões, numa de: isto é ou não é procedimento.
Clientes estúpidos. “Odeias? Não és o único. Paciência. Cubo de Rubik. Tu não te esqueças: o teu cubículo não é o teu estúdio. Tu aqui és só mais um, pára de te armar em músico. Volta para CPU’s e passwords. Resultados, hoje. Sim senhores. Dá-me nomes. Refila pouco. Tu nem sais. Tu és do tipo televendas, fumo, insónias, hipertensão, falta de atenção e má memória. Queres a glória? Ela é para membros produtivos. O ponto alto do teu dia? Eu digo: estás despedido.”

Nerve, "Trabalho" in A vida não presta 

sábado, 24 de janeiro de 2015

Imaginava que quando me deixasse ficar no colo de alguém de forma mais ou menos reiterada fosse por me sentir estonteantemente desejada. Não é por isso que continuo no colo dele; sabe bem deitar-me naquele braço. Apenas. Sabe só bem; não exige grande coisa nem chateia metade disso. Não é um entrave a nada que queira seguir e nesse sentido, vou ficando por ali.

É humilhante admitir que sempre soube que ele não gostava de mim. Forjei uma situação para usufruir dos benefícios da circunstância verdadeira: quando nos sentimos amados a vida parece ter menos merda atulhada. A nossa cabeça parece mais sã. O nosso corpo soa mais atraente.

Mas eu não sou amada assim; ele não me ama. Eu talvez não o ame mas agora ainda creio com força que sim. Enrolei-me nisto tudo à espera de qualquer coisa, alguma coisa que me devolvesse a vontade de sair da cama e me desse um motivo para me deitar nela de mente tranquila. É tudo falso mas não descobri isso hoje. Sempre soube. Mas é incrível como escondemos de nós próprios uma verdade tão crua. Como é que consegui esconder isto de mim. Ele não é tímido. Ele não me diz que me ama porque, brace yourselves, não me ama realmente. Ele não fala sobre o que gosta em mim porque, guess what, ele gosta apenas que eu seja uma mulher. Que tenha fisionomia de mulher, que me comporte como uma mulher e ainda como bônus, que não seja tão chata como uma mulher. Mas não sou assim tão diferente; alimento-me de amor e carinho, dispenso os elogios diários mas, confesso, não sou capaz de viver sem demonstrações de afecto, nem que seja com olhos. Incrível como até essas eu fui capaz de inventar. Inventei que ele me olhava com ternura, que rídicula que sou. Olha-me como quem agradece ter-lhe dado atenção; agarra-me como que nem acredita que alguma mulher no mundo o viu no meio desse mar de seres que por aí se exibem porque ele, ele não salta à vista. Achei que gostava disso nele mas afinal, o facto de ser um homem discreto apenas facilitava a minha mentira – ficar com alguém que tem auto-estima mais em baixo que nós é o acto mais cobarde da história. Afinal de contas, aquele não vai embora porque sabe que não tem para onde ir. Sou rídicula e devia abrir os olhos. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

"Don’t make me sad, don’t make me cry
Sometimes love is not enough
And the road gets tough, I don’t know why
Keep making me laugh
Let’s go get high
The road is long, we carry on
Try to have fun in the meantime."

Lana Del Rey, "Born to Die"

domingo, 15 de junho de 2014

Não devia pedir coisas ao destino. Tenho-lhe cortado as intenções ao sabor do meu ego. Tenho sucumbido ao prazer fútil, superficial, desnecessário. Aliás tenho cedido a actos que em boa verdade, nem me trazem assim tanto prazer. Procuro-o incessantemente porque tem sido difícil viver na minha cabeça e porque não tenho boas drogas ao dispor.

Mas peço alguma justiça. Eu de facto esforcei-me para fazer isto e por favor, não me façam desapontar o meu pai outra vez porque no fim de contas, é só sobre isso que tudo isto se trata.

terça-feira, 6 de maio de 2014

Quando o meu primeiro namorado disse que já não gostava de mim senti-me sozinha. Quando a minha amiga de infância foi para ala psiquiátrica também. Hoje para além de não me sentir sozinha, senti-me querida. Respeitada, íntima de. Quero preservar isto, ajudai-me.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Tenho alguma fome. Não sei bem de quê mas sei que isto me dá prazer. A fome, sim.

O vento corre descoordenado e eu identifico-me exatamente com isso. Mas o vento não domina, não prevalece. Existe, é, apenas. Não será afinal e mais precisamente com isso que me identifico?


Vou tentar com força escrever com menos subjectividade. Se gosto de criar personagens e vivê-las, tenho de aprender a sair de mim também à secretaria. Mas este blog não é sobre isso da bruna sem emoção, e eu respeito conceitos.

sexta-feira, 21 de março de 2014

"(Baby, we both know)
That the nights were mainly made for saying things that you can't say tomorrow day."

segunda-feira, 10 de março de 2014


Thought you'd be looking for the next in line to love
Then ignore, put out, and put away
And so you'd soon be leaving me alone like I'm supposed to be
Tonight, tomorrow, and every day
There's nothing here that you'll miss
I can guarantee you this is a cloud of smoke
Trying to occupy space
What a fucking joke
What a fucking joke

I waited for a bus to separate the both of us
And take me off, far away from you
'Cos my feelings never change a bit
I always feel like shit
I don't know why, I guess that I just do
You once talked to me about love
And you painted pictures of a never never land
And I could have gone to that place
But I didn't understand
I didn't understand
I didn't understand






Elliot Smith, "I didn't understand"

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

"Você está triste?
Não sei. Talvez.
Tristeza dá câncer, sabia?
Pensei que dava verruga no nariz.
Estou falando sério.
Ultimamente você vive falando sério.
Quando eu brincava você reclamava.
Nem tanto ao mar nem tanto à terra.
Você colocou vírgula depois de mar.
Estou falando, não estou escrevendo.
Mas na sua fala tinha uma vírgula depois de mar?
Não. Você está fazendo uma análise sintática e morfológica da frase?
Na frase há o uso da figura de sintaxe chamada elipse.
Chega. É por coisas assim que eu não quero mais viver com você.
Porque eu sei gramática e você não?
Entre outras coisas.
Não gosta mais de foder comigo?
Usarei uma elipse aqui. Ou melhor, uma zeugma.
Zeugma é um substantivo masculino.
Um zeugma, então.
Significando?
Que é fácil subentender.
Subentender por que você não gosta mais de foder comigo?
Precisamente. Pensa.
Estou pensando e não consigo.
Pensa em nós dois na cama.
Você sempre se manifesta pomposamente na hora do orgasmo.
Pomposamente? Explica.

Exibição de magnificência sensual. Mímica.
Mímica
Mímica. Muito bem-feita.
Vou fazer as malas. Diga: já vai tarde.
Já vai tarde.
E esses olhos úmidos de lágrimas?
Mímica.
Acho que vou ficar mais um pouco.
Um pouco?
Uns dias.
Dias?
Pensando bem, uns meses. Mas você me ensina gramática durante esse tempo.
Então deixa de ficar triste.
Tenho uma razão. Já estou com câncer.
Jura?
Juro. Pulmão. O cigarro.
Meu amor, vou cuidar de você.
Mas antes me ensina gramática."

Texto extraído de "Axilas e outras histórias indecorosas", de Rubem Fonseca, Editora Nova Fronteira - 2011




já não me revia tanto e tão espontaneamente em qualquer coisa escrita num livro há algum tempo.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Estou viciada em estar acordada. Estou viciada em travar o meu raciocínio, para não me doer a falta de uma conclusão ou pior, para não concluir na pressa de clareza mental. Quero pensar outra vez.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

mas qual destas é a tua cintura?

"encontro o teu rasto e há alguem que está a mais...
há sempre uma forma de encontrar um lugar privado, no meio da multidão.
quem vem para olhar-te, vê-nos a dançar e aguarda por levar consigo algo para lembrar;
mas sem contar que há sempre uma forma de encontrar um lugar privado no meio da multidão."

Jorge Cruz, "Lugar Privado" em Barra 90

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

"Estou em fase de pazes comigo própria; (...)

Já não escrevia porque andava dividida, com dúvidas na vida, ávida de um dia novo.
Eu não sabia qual a causa da fobia e quase não podia quebrar a casca do ovo! Não me reconheço nisso, sempre fui uma optimista, não gosto do sinistro, evito o derrotista... mas vida é imprevista e a ferida estava à vista. Era vasta a lista de ideias negativas, imagens masoquistas, fobias esquisitas, hipocondríaca, incapaz de estar sozinha; eu sentia o desamparo e é raro o tempo em que me lembro de não estar ou sentir carente. Estava sempre demasiado consciente desse peso de não ser como toda a gente, de estar ausente, distante do presente e de não me esquecer disso nem um instante permanentemente… eu não me esqueço disso nem um instante permanentemente… eu não me esqueço disso nem um instante permanentemente…

Se toda a gente passa alguma vez na vida, nem toda a gente passa com taça garantida. Isso é um alerta para quem não desperta para a janela aberta que é a transformação.

Se distrai, fica só como um bonsai, até que o pano cai e não houve evolução... é um sinal que tu tens de olhar para dentro e ver afinal o que é que queres para ti mesmo, no centro! Ser fiel ao sentimento e não temer a mudança que te exige esse momento.


Era urgente recuperar a independência que me define, voltar a reconhecer-me e a pisar terreno firme, a olhar para mim em vez de ter de olhar por mim, a confiar na vida e que a morte não é um fim. Eu nem que tente consigo controlar tudo. Estando consciente desisto disso e não me iludo, relaxo e estou num mundo vivaço ou moribundo, sem medo do futuro porque eu sou um ser fecundo e o meu sonho pode tudo e vale tudo, o impossível sobretudo! Eu vou saltar o muro, sismas eu derrubo, minhas cinzas são adubo, já sei qual é o fruto… 
vai crescer amor profundo!
(...)"

Capicua, "A Volta" em Capicua 320 ou (nunca vou descobrir tralvez), Capicua Goes West vol.I

domingo, 26 de janeiro de 2014

te garanto

ouve, és um otário. se o que leste em mim foi meia dádiva, és um otário. não havia como não compreender que sempre estive de alma e coração. também estavas lá, era fácil captar. enquanto não olhares na minha cara e disseres, do fundo, do mais fundo que exista em ti, que me deves desculpas, um cento delas e um abraço no fim, não me hás-de ter em ti. garanto. nem por outra via há-de estar esgotado esse assunto; tu mentiste. eu não te minto. se tu me mentes por desporto, havemos de estar cá para receber o título.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

faço muita coisa errada e concluo várias vezes que pensar sobre essas coisas não faz melhor.
faria melhor pensar no que de bom ainda tenho para fazer. recalcar pode ser solução se o soubermos fazer.
só sei escrever detalhadamente, estou burocratizada. mas não sou menos creativa; ou menos colorida. sou eu, mas burocratizada. e isso não é o fim do mundo.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

"Como todas as mulheres, quero sentir que sou diferente.


28 e um copo meio cheio, um corpo meio feio, do Porto por inteiro, eu faço vida solitária tendo companhia, acho que sou celibatária mas ninguém diria, durante um dia faço coisas. yaaaa, não me perguntes, eu faço coisas, não tenho uma vida interessante nem preciso, nem sequer faço por isso, acho que estou fora de moda e agradeço porque não sou adereço desse gueto alternativo que passou a ser a norma, eu sou pirosa como o “baby dá-me corda” e o cor de rosa fica bem à minha volta, falo demais, tive uma infância feliz, sou dona do meu nariz e tento confiar na vida, mas não empurro o meu futuro com a barriga e há muita coisa neste mundo que me intriga."

Capicua, "1º dia" em ... não sei o nome do álbum, presumo que seja o Capicua Goes West vol.I

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"(...) uma coisa é fazer proclamações de princípios, e com isso conquistar votos para uma figura nacional, outra, bem diferente, é implantar um partido no País. Para a primeira basta bons tácticos, boa oratória e, às vezes, boas propostas. Para a segunda é preciso cada um conhecer as suas forças e ter a humildade de se adaptar a elas."

Daniel Oliveira, arrastao.org/a propósito da manifesta redução de votos do Bloco de Esquerda nas Autárquicas de 2013

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quero muito a minha querida Inês ao pé de mim, isto é esquisito.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

"Demasiado cedo para daqui a pouco"

Estou por aqui sentada, na varanda. É um sítio aprazível, de facto. Pena (pena…?) é ter vista privilegiada sobre a prisão, lembra-me o Rúben.
Sinto como que uma certa apatia; aquela de quem sente o tempo a passar depressa demais. Ando a ler uns textos, “Eça Agora”; José Luis Peixoto integra o elenco e atribuiu a Ega um parágrafo interessante neste sentido. Algo como, “se pudéssemos pagar o pão com tempo, oh! Não havia míngua nesta terra”. Achei curioso, pensei que quebrasse o facto provado de que Eça de Queirós conseguiu eternizar uma obra, criticando a sociedade portuguesa, apontando vícios e podridões que se agarraram à força das nossas gentes para, aparentemente, todo o sempre. Afinal hoje o tempo corre.
Mas não. O tempo passa tão depressa como em 1887: não passa. As cidades não dormem, a bolsa é regida por nanosegundos, no ar e em terra movimentam-se permanentemente pessoas, bens e capitais. Mas a Natureza demora-se; demorar-se-á sempre e mais que isso, surpreenderá até ao fim dos dias. “Nesta cidade esbanja-se tempo por aqui”. Na pressa de que ele não passe, passamos nós por ele, como que distante ou intangível.

Não é apatia. É o processo de aceitar que o tempo pode passar devagar, se assim o entendermos. 

domingo, 1 de setembro de 2013

[As trevas antecedem a alvorada da alma, quando tiveres na merda por favor tem calma]

"E no final de contas o que conta é como lidas com aquilo que te afronta 
e se estás pronta para a faca e ter de ouvir que és uma farsa, feia e fraca 
e conseguir sobreviver a tudo aquilo que te mata, 
e como a nata conseguir vir à tona enquanto os outros nem se notam, 
porque és mais forte do que aqueles que te atacam e tens a sorte de ter o Hip Hop como um totem."

("Totem", Capicua Goes West Vol.II)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

As coisas são difíceis. Não há de todo que pensá-las
Mostram-se num instante mas só se compreendem anos depois
Ou no segundo a seguir, ou ‘prá semana.


Somos instintivamente levados a resignar certas ideias sobre coisas. Conceitos! E fazemo-lo porque têm de existir ideias sóbrias na nossa mente. Definições estanques, estabilidade, equilíbrio. Quando uma coisa é difícil de reunir numa só ideia, ou pelo menos num conjunto de ideias estáveis, despoletam-se mais emoções. Ou emoções mais fortes, que seja. Eu tenho um especial duelo com isso.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

a tua cabeça foi muito longe, não tens como voltar sem saber que já lá foste.
eu conheci o medo, a partir de agora, não há como não temê-lo.
Espero que a ideia de que não há solução seja efémera.

domingo, 14 de julho de 2013

"tu sabes que esperar um resultado diferente quando fazes a mesma coisa, é a verdadeira definição de insanidade"

Grognation (Papillon), "Depois das 24"

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Terei de canalizar as minhas energias racionais para o que estudo. Não posso ceder ao relativismo; talvez a solução seja a mera separação entre o que estudo e penso por isso, e aquilo que sinto e vivo, pelo outro isso. Se não enterro-me com o meu próprio ego fodido e ferido e mais do que isso, não é exequível.

sábado, 1 de junho de 2013

nem sou destas coisas, como dizem todos quando publicam isto

http://media.tumblr.com/tumblr_m939xfhOzr1r81go3.gif

but this kid get me hot as fuck.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

"escrevo ao ciume para que suma, porque em suma,o coraçao é uma republica e eu sou a presidente.
eu sei que posso amar sem ti, é ponto assente."

Capicua em "Escrevo ao que sinto" (Jepê, Maze, Capicua e DJ Deeflow)

sexta-feira, 5 de abril de 2013

"(...)
 Hoje somos robots vivos, moldados pela Norma
que transforma homens livres em escravos de uniforme;
mas sinto um despertar, como vindo de um sono profundo
é o alarme para irmos à luta!
porque somos mais carne para os abutres que se sentaram no trono do topo do mundo!

Assumo um novo rumo,
nenhuma ditadura me proíbe;
fortuna de uma nação é a sua cultura e não o peso do seu PIB...
É contra esse governo mundial
que pede para não sermos espirituais;
Aquilo que criou hierarquias, dividiu o mundo em fatias e no entanto ainda te diz que "os Homens são todos iguais"."

El Sayed em Cosp'Acapella, HiphopSouEuLx

sexta-feira, 15 de março de 2013

de "Feministas Ácidas"











domingo, 7 de outubro de 2012


Este blog não faz sentido. Escrever sobre mim não faz sentido porque eu não me conheço assim tao bem… ainda não sou ninguém se quer. Este blog aumenta a minha auto-estima de forma estúpida porque me justifico ao meu alter-ego acerca do que faço ou penso. Isto é, legitimo-me; procuro fazer isso a toda hora porque ainda não sei do que gosto na verdade. Prometo calar-me mais daqui para a frente. E isso devia ter escrito quando o senti na pele mais do que nunca… assim que cheguei a casa de novo, respirei fundo e pensei: sente, não digas nada a não ser que alguém se magooe se não o fizeres.
Hoje o meu irmão falou-me sobre o mundo que é um sítio horrível onde as pessoas não vêm que tu és lindo constantemente; custou-me porque tenho-me sentido excelente no meu mundo onde só relações sociais existem. Encarar que lá fora todos somos diferentes de facto, tal como eu estudo e debato mas não tenho noção… todos temos um valor diferente a transmitir ao mercado e isso tem-se tornado um assunto muito sério. Seriedade, contrária à minha espontaneidade; mas isso nao tem necessariamente de me assustar. Tudo se faz e acontece, agora, se agarres a oportunidade deste instante e não te focares no que vais pensar no instante seguinte sobre isso que acabaste de fazer.
Nem todos têm de aceder ao meu pensamento. Ele por si só basta. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012


Era isto que me fazia falta. Fazer coisas. Ser útil. Estar de acordo comigo. Ir. Realizar. Ver o resultado do trabalho ou do esforço. Descansar meritoriamente. Deitar a cabeça na almofada e sentir-me cansada e a precisar de 8h de sono. Não mais. Sono a mais interfere, carne vermelha ainda mais interfere e a combinação de ambos destrói o meu espírito. Voltei a encontrar-me e até acho que nunca tinha estado tanto em mim. Sinto-me a crescer, com tudo pela frente mas com alguma maturidade; a suficiente para me fazer pensar que cada momento é decisivo. Cada instante não é mais nem menos que ele próprio, desfrutá-lo é o suposto. Se o sentirmos e fizermos de acordo com aquilo que ele nos pede, vamos ter uma vida feliz e calma; o “agora” determina todo instante seguinte e quando esse instante seguinte se fizer sentir como “agora”, vamos sentir paz por termos dado o nosso melhor no anterior.
Disciplinarmo-nos é a única forma de nos tornarmos melhores, e portanto, de nos conduzirmos aquilo que projectamos sobre o que queremos ser. Pessoas melhores, mais felizes, mais satisfeitas. Mesmo que isso implique um certo desconforto, que provo agora com sabor e cheiro, que é só um desconforto inicial. A vida ensina-nos e quando abandonamos o nosso método habitual para lidar com as situações, se soubermos que essa alteração foi para chegar a um fim de facto gratificante, isso não nos dói tanto. Ou nada. E mudanças doem sempre, seja de que forma for.
Ando cansada demais para parar a pensar. Mas nunca deixo de pensar muito e bem, em todas as situações de actividade. Essa diferença mostra-se-me como a barreira entre questionar as coisas mas não morrer por dentro com isso. Porque quando pomos em causa, deixamos de conseguir encontrar a plenitude ou a perfeição… os argumentos, os prós e os contras se forem demasiado estudados e avaliados, em 70% das situações com que nos confrontamos revelam-se inúteis, vazios de sentido. Precisamente por os termos explorado demais. Nos restantes 30% do que nos acontece no dia a dia, é importante questionar profundamente prós e contras se formos juízes. Eu vou sentir-me realizada quando tiver todos os dias da minha vida, um bom período de horas em que tenha de questionar coisas quase até ao fim. Para o juiz esse exercício de questão acontece dentro de parâmetros rígidos é certo, mas não deixa de ser eminentemente interessante.
Descobri-me outra vez mas não tive grandes surpresas. Se calhar por isso, por me estar a descobrir “outra vez” apenas… o pano de fundo sempre esteve lá. Ele só precisava de calma. Tenho tido demasiada agitação mas nenhuma frutífera e agora… agora é o momento. Este instante irá condicionar o próximo enquanto eu o sentir como “este mesmo instante”, vou fazer de tudo para o desfrutar, para aprender com ele e com isso, rever a minha tese sobre as Coisas, sobre o mundo, sobre mim até.
Sou feliz. E livre! 

quinta-feira, 12 de julho de 2012

"love me two times baby, love me twice today.
love me two times  [boy], I'm gonna away"

sem despedidas, vou só apanhar sol e ser livre de facto durante dois meses. depois regresso ao mundo

sábado, 7 de julho de 2012

Ponho setenta barreiras ao brilho dos meus olhos quando te encontro por acaso, isto é, sem termos combinado encontrar-nos. Costumamos falar demais até, mas contigo aprendi a pensar três vezes antes de falar. E como tal, tenho pensado em como e quando dizer-te isso, que me marcas imenso só pelo teu espírito. Agora que me lembro, esse desabafo saiu-me de facto, num momento de descanso pós-sexo, ainda nús um sobre o outro deitados, tortos na cama e nas costas; confessei-te que "me apaixonas pela vida a cada segundo" e apertaste-me depois, sorrindo imenso e com o olhar mais doce que tenho visto em ti. Eu sei que sabes o que não digo, e também tenho noção que penso demasiado nisso. Mas sabe-me bem, isto afinal é o que eu sou: sem perguntas, sem declarações com efeito implícito de prazo de validade, sem pensar se seremos a alma gémea um do outro. E por isso mais interessante se torna: depois de pensar em todos os "não bruna, não aches que é amor para sempre porque... tu não és isso" e de portanto, criar as tais setenta barreiras de limite ao meu carinho por ti, encontro-te sem estar à espera e fervilho por dentro ao ler o teu olhar ansioso por um beijo quente. Quando decidi ir embora já nos tínhamos envolvido, e de forma alguma julguei isso como um entrave, mas há aqui uma rede de química que tenho tentado quebrar por mil e uma razões mas que se verifica de facto. E por isso olho para o teu meio sorriso e penso no Algarve e na minha decisão de ir sem pensar porquê nem como, o que inevitavelmente me dá um nó gigante na barriga. Mas irra, eu já sabia que ia ser assim. Não posso pensar, tenho de viver só. Quando essa minha experiência chegar ao fim ligo-te para irmos ao Avante, e depois ainda voltamos a Coimbra para três dias sem sair da cama a não ser para ir buscar erva e vinho do Porto, sem ver a luz do dia mas a alimentar a nossa luz que ainda nenhum dos dois entendeu de onde vem. Vou ter saudades tuas, muitas. Eu volto, espera por mim. 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Até a minha pele tinha falta de sexo decente. Acho que vou sentir a tua falta quando for embora, mas logo se pensa nisso... vou ler o livro que me deste ao sol ou sob a lua, lembrar-me da tua quase euforia matinal e sorrir. És uma pessoa especial, o mundo devia agradecer-te e eu também; quando voltar, se estiveres por cá, sei que terás um abraço para mim. Ou até um beijo com sabor a menta, quem sabe. Se entretanto tiveres partido na concretização do teu destino, que é o de pertencer à Natureza, e tiveres encontrado um sítio com cocos e bananeiras onde "a maior preocupação seja que para a semana chove e tenho de tapar as batatas", sorrio novamente como fiz enquanto lia o "The Doors of Perception" e sinto, mais uma vez, a tua tranquilidade em mim. Talvez até com mais força do que sentiria no abraço de Setembro. Obrigada, ensinaste-me um pequeno segredo... é preciso ser-se feliz. Realmente feliz. 

sexta-feira, 29 de junho de 2012



Se alimentar o que vai na minha cabeça vou levar-me à ruína. 
Quero sair daqui, lavar a alma e o corpo. 
Eu estou bem, tudo corre bem como costuma. Vou fazer as cadeiras todas mais uma vez, e com boas notas, cá em casa vai tudo nos conformes e tenho-me sentido tranquila porque ouvir um homem excelente contar-me o que se passa na sua cabeça agitada é ainda mais espectacular.
Mas sinto-me vazia. Quero viver, não estar presa por estas amarras institucionais que não me deixam sorrir quando quero, nem correr atrás do que me apaixona de verdade.
O meu curso é o que eu sei fazer bem, é o meu talento e eu defendo muito que toda gente deve seguir o seu. Mas agora que o concretizo, que olho em redor e penso se realmente me valerá a pena, sinto-me uma mentirosa porque me engano a mim própria. Eu quero saber da actualidade e quero defender até ao fim quem não o sabe fazer por si. Quero concretizar justiça, verdade, igualdade material, isto é, tratar por igual o que é igual e por diferente o que é diferente. A questão é que para que isso aconteça num mundo como este em que me encontro, talvez necessite de uma postura perante a vida que eu não quero ter.
Não consigo aceitar tranquilamente a ideia de dar todo o meu génio abstracto a um sistema, porque a vida é só isto: o agora que se faz sentir neste sistema, que só é este e não outro porque um conjunto de condições o proporcionou.
Quero sentir, viver. Correr e ser livre. Viajar e trabalhar ao balcão de uma esplanada à beira mar num país quente e pobre, onde possa concretizar justiça com as minhas mãos e não com as minhas palavras.
Estou a sentir o quase colapso disso mesmo. Não quero voltar à faculdade mas vou fazê-lo porque os meus pais não têm culpa do meu devaneio, e no fundo, nunca o iriam compreender mesmo que lhes explicasse que eu também não tenho culpa dele. Quero ser feliz e parar de achar que estou apaixonada pelo mundo só porque tenho ânsia de sentimento; nunca vou casar, e se tiver filhos sei que o pai deles não vai estar ao meu lado durante muito tempo. Não sou capaz. Não sei fazer isso de fechar os olhos e me entregar a alguém. Por isso gosto do Adrien e o magoo todos os dias, quando diz que me ama e me quer para além do universo. Porque não quero amar, nem ser amada porque sei que não vou saber retribuir. Há mil coisas à volta de um amor resignado que eu quero viver. Quero ir sozinha para longe daqui e sofrer na pele a dor que é dormir no chão só para ajudar alguém. No fundo, eu sei que sou eu quem precisa de ajuda.

quinta-feira, 28 de junho de 2012




I love all the many charms about you
above all, I want my arms about you
don't be a naughty baby
come to mama ,come to mama do

segunda-feira, 25 de junho de 2012



Acho graça ao carinho que pões no caminho entre o sofá (situado à frente da televisão onde jogaste FIFA09 durante hora e meia) e a secretária onde me encontro, vidrada num site de merda qualquer, provavelmente a ouvir uma banda de trip-hop que para mim é nova. Perguntas-me quem são esses que estou a ouvir, sorris com metade da boca e a meio-gás confessas “às vezes esqueço-me que tens 18 anos, mas sabe bem lembrar-me”.  O teu meio sorriso é qualquer coisa que eu penso ter até uma textura definida. Se conseguisse agarrá-lo levava-o comigo e trancava-o numa caixa colorida, como a tua alma também é. Não te conheço bem. Não te conheço, aliás. Sei como reages às minhas brincadeiras, presumo que estejas de bem com a vida porque só essa conclusão é possível nas tuas histórias, conheço o teu cheiro e sei quando pões perfume atrás das duas orelhas e não apenas na direita como fazes habitualmente. Não queres casar comigo, nem te vejo apaixonado como eu também, honestamente, não estou. Mas invejo-te, ao mesmo tempo que adorava ter muito e bom sexo contigo. Invejo a tua aura, límpida, cristalina e que contrasta com a tua pele mais morena que a minha; as tuas mãos atraem-me seriamente, e não, não se deve à minha falta de sexo - não é tesão de mijo, como lhe chamas – e por isso nos imagino várias vezes nus, ou só eu a despir-me para ti, ou tu a agarrares as minhas ancas para me virares de costas e me poderes lamber, como gostas.
Não tenho muito bem um nome para dar ao que sinto quando te vejo entrar, ou até só quando sei que vais chegar dentro de momentos. Não consegui resistir ao teu charme encantador naquela noite, de camisa, laço e bengala. E o meio sorriso, sempre. Não é que não goste quando ris com aquela alma colorida toda. Adoro. Aliás eu adoro é ver-te bem, sentir-te bem. Seguro, calmo e de bem com tudo. Quero tudo isso para ti, e sem merdas, gostava de ser eu a dar-te isso tudo de bom, estar ao teu lado e ser a tua companheira. Ensinar-te o cubo mágico e ouvir-te falar (ainda mais) de Newcastle, dos teus amigos Paquistaneses, Indianos, gays não assumidos ou viciados em má cocaína. Se viajássemos juntos gostava que fossemos dar uma volta ao mundo inteiro porque vejo em ti o melhor dos juízes. A ponderação com atitude não resignada mas também não ansiosa. E por isso me mostrarias o Mundo, como se o conhecesses mas com a humildade de quem tem noção que não sabe nada. Aprenderias culinária dos quatro cantos do planeta, e eu provava da tua mão como fazemos agora quando cozinhas aqueles pratos que eu nem sei pronunciar, quanto mais apreciar decentemente. Eu conheceria a maior variedade de Wisky’s possível, e sei que também ias gostar de estar lá a ver-me ficar quente e sorridente com o arrepio que o bom wisky me provoca no fim da espinha. Fumaríamos erva de todos os sítios só para saber onde há a mais espontânea, isto é, a menos cuidada mas mais saborosa. De erva gostamos os dois, como de Acid-Jazz e de sexo em locais públicos.
É isso que sinto. Vontade de ver, conhecer e viver ao teu lado. Muito por saber que és a personificação de tudo o que eu quis um dia ser, calma e segura, mas em 50% apenas porque sim. Porque um dia chegaste ao spot onde fumo erva e bebo wisky com o meu primo de quem nunca pensei vir a gostar, e iluminaste qualquer coisa no meu espírito. Vamos lá viver esse meio amor; o amor inteiro tem-me doído demais e eu amar amo o meu Adrien que não quero ao meu lado porque ele me ama demais também. Também aprecio o teu meio sorriso, assim como vamos gostar de comprar uma auto-caravana a meias. Até lá, e no caminho, eu esqueço o teu fetiche por mulheres mais velhas e tu ignoras os meus 18 anos do papel. Só para sermos o que defendemos ser a vida: um mergulho de cabeça num mar que nem se sabe se existe. 

segunda-feira, 18 de junho de 2012




Should I fall out of love, my fire in the light
To chase a feather in the wind
Within the glow that weaves a cloak of delight
There moves a thread that has no end.

For many hours and days that pass ever soon
the tides have caused the flame to dim
At last the arm is straight, the hand to the loom
Is this to end or just begin?

All of my love, all of my love,
All of my love to you.

The cup is raised, the toast is made yet again
One voice is clear above the din
Proud Arianne one word, my will to sustain
For me, the cloth once more to spin

Yours is the cloth, mine is the hand that sews time
his is the force that lies within
Ours is the fire, all the warmth we can find
He is a feather in the wind

domingo, 17 de junho de 2012


domingo, 3 de junho de 2012


Agora a estudar lembro, logicamente, das aulas a que não fui. Lembro-me é da falta que elas me estão a fazer, mas também sei porque é que não fui e nem me arrependo assim tanto; não se surpreendam com a facilidade em seguir sem olhar para trás, chega a roçar no sem-escrúpulos… Bom, em todo caso, vem-me à cabeça particularmente as aulas de Introdução, este semestre optei por umas aulas do professor que me fez a prova oral - numa faculdade onde essas coisas contam ganha quem fizer melhor o jogo e nem custa nada engrossar a tendência porque de facto, aquele professor é uma força da natureza. Tem no máximo 28 anos e veste-se de uma forma classicamente interessante - e o termo “classicamente” acompanho-o de conotação muito acentuada- mas para além do charming  exterior, há algo de mágico no seu discurso. Tomei isso como prepotência até dobrar a opinião e sentar-me numa sala pequena, quase à sua frente numa aula qualquer. Digo qualquer porque não fazia ideia do ponto em que estava na matéria, e dizendo a verdade, nem sabia qual era a matéria.
Toda esta descrição apenas para chegar aqui: disse então o professor, mais ou menos nestas palavras… “como é que nunca pararam para observar a melhor particularidade desta influência que o jurídico provoca nas nossas vidas? Não há pergunta que para vós não seja respondida começando “por um lado…” e termina inevitavelmente com “mas pelo outro”.”
Não falamos aqui de retórica, de pôr no discurso uma forma que seja benéfica à nossa posição ou ideia que defendemos. Isto é, não se trata de dizer primeiro a parte má deixando o que achamos correcto para o fim para que caia num tom melhor. Ou vice-versa. Não é isso. Quando alguém nos conta uma história, quando qualquer coisa acontece diante dos nossos olhos ou nos é perguntada uma opinião/decisão, nós os juristas –permitam-me-  temos uma inevitável visão com três compartimentos estanques: de um lado, uma parte da história/facto, do outro, a outra parte do facto ou da história. No meio situa-se o tanque da verdade e ambas as partes, hão-de constar dele, em tópicos ou pontos que pareçam ser dignos dele. Não pensem isto tudo como uma complexidade provocada por quem explora um género de linguagem muito exigente, isto é, diversificado mas sensível.
Há uns tempos, entrei numa loja de velharias muito estranha mas com uns livros deliciosos. A Sara ficou em êxtase e quis mesmo levar um e o senhor, presumo o dono, ofereceu-lho e deu um bom discurso de 20 minutos, em tom muito apressado que eu diria quase louco. Mas disse coisas interessantes, como o facto de em tempos ter escrito muito bem. Chegou a publicar uns livros (que andavam por lá perdidos entre as dezenas de pilhas até ao tecto, mas que ele fez questão de ir buscar) mas que depois se burocratizou demais. Formou-se em Direito e no tempo dele, “oh menina as coisas tinham o seu valor”; trabalhou muitos anos ligado a grandes advogados. Dizia que a sua comunicação estava acorrentada pela linguagem em que permaneceu durante largo tempo e eu percebo-lhe a angústia.  

terça-feira, 29 de maio de 2012


Tive um momento. A minha cabeça está frita de mais, de facto. Achava que a coisa podia passar em claro… elas não matam mas moem. Devia recompor-me. Pelo menos devia ter recomposto algumas faltas que dei ao organismo há umas semanas atrás, essa doeu especialmente.
Fora isso, não sei o que se passa. Só sinto isso, como causa de todos os males espirituais; é o meu pano de fundo em todos os assuntos: preciso de descansar, reorganizar, para voltar mais calma. Isso inclui-te a ti e a tudo em geral… mas nunca sei parar. Devia tanto. Fechar os olhos e ter ainda mais calma. Fiquei um bocado surpreendida por ouvir dizer, da boca de várias pessoas que conheci há alguns meses atrás e que me têm acompanhado desde então, que sou uma pessoa sempre calma. Depois parei um momento, olhei em estilo barra cronológica como tenho reagido tanto a situações de drama como de felicidade, de forma extremamente calma. Ponderada. Não se inclui nesta dedução a premissa #homens. Bolas, estava a esforçar-me para não falar em homens desta vez; inevitável.
Vou descansar, mais uma noite, sobre os pensamentos extremistas em que patino antes de chegar ao limbo. Antes de adormecer o mundo é algo que não sei bem como caracterizar numa palavra, nem tanto numa expressão se quer; pensando bem, nem com um desenho, tridimensional e em movimento, conseguiria explicar o que significa para mim “o mundo” ou que baste, “a realidade”, antes de adormecer. É por isso que costumo descrever Pensamento Jurídico como isso mesmo, um objecto sem forma definida, tridimensional e em movimento no escuro/vazio. É que “o mundo” que imagino na minha mente antes de a deixar cair no sono tem exactamente o mesmo requisito que o Pensamento Jurído para que possa ser concretizado/finalizado: precisam da experiência. Do terreno, da situação em concreto que é única e singular e por isso jamais poderia ter sido prevista. Pode enquadrar-se em muitas categorias mais amplas mas ela nunca aconteceu antes e portanto, ninguém anteviu as consequências que dela podiam advir. No mundo que imagino antes de desligar o meu turbulento consciente, as coisas só existem “a metade”; as multiplicidades de planos ou ideias pecam por não serem experimentadas no terreno, de verdade, no mundo que há quando acordo e me esqueço do que teria visto umas horas antes.
Estou a divagar demais, vou-me perder. Como sempre.

segunda-feira, 21 de maio de 2012


Who's Gonna Save My Soul?

Gnars Barkley



Got some bad news this morning
Which in turn made my day
When there's someone spoke I listened
All a sudden has less and less to say
Oooo how could this be?
All this time I've lived vicariously


Who's gonna save my soul now?
Who's gonna save my soul now?
How will my story ever be told now?
How will my story be told now?


Made me fell like somebody
Like somebody else
Although he was imitated often
Feel like I was being myself
Is it a shame that someone else's song
Was totally and completely depended on?


Who's gonna save my soul now?
Who's gonna save my soul now?
I wonder if I'll live grow old now
Getting high 'cause i feel so alone now


And maybe it's a little selfish
All I have is the memory
Did I never stop to wonder
Was it possible you were hurting worse than me
Still my hunger turns to greed
'Cause what about what i need?


And oooh
Who's gonna save my soul now?
Who's gonna save my soul now?
Oh, I know I'm out of control now
Tired enough to lay my own soul down

Mimos*